OPERAÇÃO DA PCMG

Caça-Fantasmas: Vereador de Uberaba e mais 17 pessoas são indiciadas por desvio de recursos

Polícia Civil encerra inquérito no âmbito da Operação Caça-Fantasmas e investigação aponta prejuízo superior a R$1,16 milhão aos cofres públicos

Publicado em 03/02/2026 às 16:59Atualizado em 04/02/2026 às 06:42
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou inquérito policial que investigou crimes contra a Administração Pública e o sistema econômico-financeiro no âmbito da Operação Caça-Fantasmas em Uberaba. A apuração identificou esquema criminoso com prejuízo estimado em mais de R$1,16 milhão aos cofres públicos e levou ao indiciamento de 18 pessoas, incluindo um vereador, empresários, servidores públicos e outros investigados.

Os fatos apurados ocorreram entre 2023 e 2024 e envolvem a atuação de um grupo organizado, formado por agentes públicos e particulares, com o objetivo de desviar recursos do erário e obter vantagens ilícitas.

As investigações foram conduzidas pelo 5º Departamento de Polícia Civil, com o apoio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) de Uberaba, e tiveram início em junho de 2025. Durante os trabalhos, no dia 7 de julho, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em oito endereços residenciais, incluindo o de um vereador, com a participação de 26 policiais civis. Na ação, foram recolhidos documentos financeiros, contábeis, fiscais e empresariais, além de aparelhos eletrônicos.

De acordo com a apuração, um empresário teria custeado, com recursos de origem ilícita, a campanha do vereador. Em troca, assessores parlamentares teriam sido nomeados formalmente para o gabinete, sem exercerem efetivamente as funções, o que deu nome à operação de “Caça-Fantasmas”. Os valores pagos, incluindo salários e benefícios, como vale-alimentação, eram posteriormente repassados ao empresário por meio de terceiros.

Investigações falam em organização criminosa que usava a estrutura pública 

As investigações apontam a existência de uma organização criminosa que utilizava, de forma recorrente, a estrutura da Administração Pública Municipal para a prática de crimes, causando prejuízo ao erário. O valor total desviado foi estimado em mais de R$1,16 milhão.

Com 13.544 páginas, o inquérito foi concluído com indiciamentos pelos crimes de tráfico de influência, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, violação de sigilo funcional e lavagem de dinheiro. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público de Minas Gerais, nas esferas criminal e eleitoral, para adoção das medidas cabíveis.

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