A classificação das organizações criminosas foi anunciada pelos EUA na quinta-feira (28/5)
BRASÍLIA - O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que o anúncio do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas “não vai resolver os problemas”, mas defendeu ampliar a decisão ao Brasil se for eleito em outubro.
“É importante que se diga que a decisão americana não vai resolver os problemas”, disse neste sábado (30/5), durante agenda partidária no Rio Grande do Sul, frisando que a situação do crime organizado “chegou a uma extensão jamais vista no Brasil”.
“A Amazônia brasileira é 100% ocupada pelo Comando Vermelho, pelo PCC, pelas facções colombianas, venezuelanas e mexicanas. É a área que passou a ser o maior hub de transporte de droga, de cocaína para chegar às Américas e Europa”, acrescentou.
Caiado declarou que “gostaria de estar na cadeira da Presidência” para ter encaminhado ao Congresso Nacional projeto que classifica as facções como terroristas, “porque isso vai depender de um governo e governarei com os governadores”.
“Então, apoio a decisão (dos EUA), ampliarei a decisão assumindo a Presidência da República e vou dar dignidade ao povo brasileiro, para poder viver independente do crime organizado e dizer que nós temos força suficiente aqui. E essa tese de soberania, não vem com ela para mim não. Não existe soberania para 50 milhões de brasileiros que vivem sob o comando das facções criminosas”, completou.
A decisão dos Estados Unidos foi anunciada na quinta-feira (28/5). O secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o PCC e o Comando Vermelho "são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” e que o alcance delas se estende pelo território norte-americano.
“Designei essas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados. A Administração Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar financiamento e recursos a narcoterroristas”, escreveu.
Fonte: O Tempo