A Câmara Municipal de Uberaba (CMU) aprovou pedido de vistas ao Projeto de Lei (PL) que autoriza a concessão de direito real de uso de área pública para a construção da sede da Associação Mineira de Equoterapia (AME). A área pública que seria doada, com 22.895,44m², é localizada no loteamento denominado Chácaras Mariitas 2. O pedido de vistas foi feito pelo vereador Samuel Pereira (PL), uma vez que a maioria dos vereadores se mostrou contrária à saída da AME do Parque Tecnológico/Univerdecidade, onde está atualmente.
Pela justificativa do Executivo, a concessão visa à construção da sede e ao desenvolvimento das suas atividades de tratamento gratuito, por meio da equoterapia, para pessoas com necessidades especiais.
A presidente da AME, Elaine Alves Mariano, participou dos debates na CMU e revelou que a entidade tinha preferência por manter-se na Univerdecidade. “Desde quando o projeto foi criado que a AME está naquele local. Há uma identificação entre AME e Univerdecidade. Mas, a Prefeitura tem um projeto de expansão do Parque Tecnológico e, por isso, nos justificaram que teríamos que deixar a área”, ressaltou.
O líder do governo na CMU, vereador Rubério Santos (MDB), disse que o prefeito Paulo Piau (MDB) se comprometeu a dar suporte à AME na transferência para a nova área e, inclusive, no que fosse possível para a construção da sede.
O apelo do líder não sensibilizou os demais colegas de plenário, que preferem a manutenção da AME na Univerdecidade. O vereador Cleomar Barbeirinho (PHS) pediu agilidade na negociação com o Executivo em caso de doação de uma nova área, pois essa medida só pode ser feita até dezembro deste ano, uma vez que em 2020, por força da Legislação Eleitoral, não seria permitida a concessão.
A AME foi fundada em 5 de janeiro de 1998 e declarada como utilidade pública pela Lei Municipal 7.405/2000. A entidade tem caráter filantrópico, terapêutico, educativo, cultural, desportivo e assistencial, com a finalidade prioritária em promover ações de prevenção, habitação, reabilitação e integração à vida comunitária de crianças, adolescentes e adultos com deficiência física, mental e comportamental, e seus familiares, mediante a prática da equoterapia.