POLÍTICA

Câmara aprova programa Crack, é Possível Vencer

Depois de aderir ao programa do governo federal Crack, é Possível Vencer a PMU obteve o aval da Câmara para criá-lo

Renata Gomide
Publicado em 20/06/2013 às 01:11Atualizado em 17/12/2022 às 09:31
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Depois de aderir oficialmente ao programa do governo federal “Crack, é Possível Vencer”, em solenidade realizada em Belo Horizonte, a Prefeitura obteve o aval da Câmara para criá-lo no município. Por 12 votos favoráveis, a Casa aprovou o Projeto de Lei 84/13, de autoria do Executivo, que na prática representa uma estruturação, uma ligação em rede de todas as ações de enfrentamento ao crack, como explicou em plenário o representante da Secretaria de Saúde, Sérgio Marçal.    “Deixamos de falar em serviços de atendimento e enfrentamento ao crack para falar de uma rede de educação, assistência social, saúde e segurança”, completou. Segundo ele, o programa é estruturado em três eixos: prevenção, cuidado e autoridade e, a partir daí, serão desenvolvidas as atividades para atendimento aos usuários e seus familiares. O programa também vem legitimar ações como a internação compulsória.   Sérgio ainda acrescenta que o programa contará com um comitê gestor, que, junto a oito secretarias municipais, Conselho Antidrogas e órgãos intersetoriais como Ministério Público, OAB e a própria Câmara, atuará na construção de uma política conjunta. “A gente percebe que não basta tratar o crack só como questão de saúde”, pondera. Com a adesão, Uberaba está habilitada a receber R$7 milhões até 2014, em investimentos do governo federal, para as ações de tratamento aos dependentes químicos e também fortalecimento da Segurança Pública.    A proposta aprovada esta semana em plenário foi acrescida de uma emenda de autoria do segundo secretário da Mesa Diretora, vereador China (PSL), e seu colega Edmilson de Paula (PRTB), assegurando a implementação de ações de prevenção nas escolas da rede. Em que pese a emenda trazer despesas ao Executivo, o líder governista Tony Carlos (PMDB) justificou sua aprovação citando que “o momento clama”.   Segundo ele, serão criadas várias frentes de atuação através de consultórios de rua, núcleos de apoio à família, centros de atenção psicossocial e unidades de acolhimento. “Fico feliz que o projeto tenha chegando à Casa, mesmo porque é diretriz do governo federal. Agora, tinha que despertar nossos deputados para que façam leis para punir os traficantes”, comentou Cléber Cabeludo (PMDB).   Seu colega Edmilson completou dizendo “tem que fazer um limpa lá em cima, tem muito político corrupto. Tem que começar é dos grandes”. Para Ismar Marão (PSB), o projeto é uma gota no oceano, mas vem somar-se a outras ações como a audiência pública realizada pela Câmara e a Marcha Contra o Crack, que vai acontecer neste sábado.

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