Projeto autoriza o subsídio de R$26 milhões, que deve ser reforçado com emendas de vereadores para que a tarifa não sofra reajuste e volte a ser praticada no mesmo valor do ano passado

Pela terceira vez, o projeto que autoriza o repasse de R$26 milhões para o transporte coletivo voltou à pauta e finalmente foi aprovado pelos vereadores (Foto/Rodrigo Garcia/CMU)
A Câmara Municipal de Uberaba (CMU) aprovou, em votação nessa quarta-feira (8), o projeto de lei de autoria do Executivo que autoriza o repasse de R$26 milhões para o sistema de transporte coletivo da cidade. A proposta, que havia recebido pedido de vista anteriormente, retornou à pauta e foi aprovada em plenário pelos vereadores.
Vereadores da base de apoio ao governo se comprometeram em redimensionar os recursos das emendas impositivas para ampliar o subsídio e garantir que a passagem permaneça em R$5,50 no cartão e R$6 em dinheiro.
A Prefeitura de Uberaba informou na noite de ontem, por meio de nota, que o Decreto 1984 de 31 de março de 2026 será alterado para assegurar que a passagem do transporte coletivo volte aos valores anteriormente praticados, de R$5,50 no cartão do usuário e R$6,00 em dinheiro. A alteração será publicada no diário oficial do Município, jornal Porta-Voz, de sexta-feira (10), com vigência a partir de segunda-feira (13).
O Executivo alega que sem o subsídio o preço da passagem chegaria ao valor de R$9,25, custo real do sistema por passageiro, levando em consideração o estudo técnico realizado previamente. A nova tarifa do transporte coletivo entrou em vigor no domingo (5), fixando o valor em R$6 para pagamentos com cartão pré-pago e R$7 em dinheiro.
Antes da votação, houve uma reunião entre o secretário de Governo, Caio Presotto; os vereadores de oposição e o presidente da Câmara Municipal de Uberaba (CMU), vereador Ismar Marão (PSD). O encontro ocorreu no Centro Administrativo.
A votação aconteceu de forma tranquila, diferente das outras duas ocasiões em que a tarifa esteve em discussão, quando ocorreu um duro embate entre a base de apoio da prefeita Elisa Araújo (PSD) e os vereadores de oposição.
As manifestações em plenário, antes da abertura do painel de votação, foram bem amenas e trataram do processo de discussão do projeto até a reunião do Executivo com os parlamentares de oposição.
Houve uma tentativa, na terça-feira (7), de elevar o subsídio para R$29 milhões, porém a emenda ao projeto apresentada pelo líder do governo, vereador Samuel Pereira (Democrata), foi rejeitada.
O valor adicional de R$3 milhões viria de parte das emendas impositivas, dos parlamentares. A proposta, na ocasião, foi derrotada em plenário, pois precisava de 2/3 dos 21 votos possíveis (14) e obteve 13.