Assessores de gabinete dos vereadores não reeleitos já começaram limpar as gavetas e devolver celulares custeados pela Casa...
Assessores de gabinete dos vereadores não reeleitos já começaram a limpar as gavetas e estão devolvendo os celulares custeados pela Casa. Os aparelhos dos funcionários do setor administrativo também estão sendo recolhidos por causa do fechamento do exercício em dezembro. Confirmando o fato, o presidente da Câmara, Lourival dos Santos, declara que os auxiliares dos vereadores reeleitos também serão atingidos pela medida. Serão permitidos apenas quatro aparelhos por gabinete e o restante também será retornado à Câmara. Quanto aos celulares dos vereadores, Lourival informa que serão mantidos até 31 de dezembro. “Existe uma cota. Se eles gastarem a mais, vão restituir o dinheiro para a Casa”, declara. Cada parlamentar pode gastar até R$ 1.200/mês de telefone às custas da CMU, totalizando despesa de quase R$ 17 mil. O presidente nega que o recolhimento seja para contenção de gastos em função de dificuldade para fechamento das contas. De acordo com ele, a medida é necessária para programar o pagamento das despesas e deixar os recursos empenhados no próximo mês. Além disso, Lourival salienta que o contrato com a companhia telefônica está no fim. Se deixarmos para o fim de dezembro e a despesa ultrapassar o valor que deixamos reservado, quem irá pagar?” – argumenta. Lourival estima que cerca 200 funcionários, incluindo assessoria de gabinetes e corpo administrativo, possuem linhas custeadas com dinheiro da Câmara. Mas não sabe especificar quantos aparelhos já foram devolvidos por enquanto. E a distribuição de linhas de celular custeada pela CMU ficará bem limitada no próximo ano. A regalia ficará restrita apenas aos ocupantes de cargo de diretoria, conforme projeto em tramitação na Casa. Lourival pondera ainda que atualmente a Câmara paga só as chamadas realizadas na rede interna, ou seja, para outros celulares também fornecidos pela Câmara. O chefe do Legislativo estima que a medida acarretará economia de 10% aos cofres da Casa. O projeto deverá reduzir o total de linhas para algo em torno de 30. “Qualquer outro caso será liberado apenas pelo presidente”, acrescenta. Ainda não há data prevista para inclusão do projeto em pauta, mas a votação deverá acontecer este ano.