A situação financeira da Câmara Municipal está controlada, mas precisa ser mantida com “rédeas curtas”, segundo o diretor-geral Rodrigo Souto. Ele disse que as medidas adotadas a partir de janeiro deste ano, com relação aos gastos gerais, principalmente materiais de escritório, combustível, telefone, água e energia elétrica, além dos contratos considerados supérfluos, produziram uma redução de 25% nos gastos.
A crise começou depois que uma lei federal reduziu o duodécimo de sete para 5% do orçamento municipal, o que representou aproximadamente R$ 270 mil a menos no caixa da CMU. Rodrigo Souto explicou que a Câmara entrou na Justiça, tentando reaver o valor, porém o prefeito Anderson Adauto decidiu devolver 1%, o que equivale a mais R$ 170 mil, e o processo foi retirado.
De acordo com o diretor, os integrantes da Mesa Diretora decidiram aplicar o dinheiro no reajuste dos servidores, que não era repassado desde o ano passado. O Legislativo decidiu seguir a Prefeitura, que concedeu 10% de reajuste em 2009 e 5% em 2010.
Rodrigo Souto lembrou da importância de manter a economia. As despesas mensais com contratos fixos giram em torno de R$ 120 mil, mais a folha de pagamento, de aproximadamente R$ 450 mil, incluindo os salários dos vereadores e assessores parlamentares. Fora os encargos, que representam quase 20% deste valor.