Candidatos a deputado federal com domicílio eleitoral em Uberaba concentram parte significativa das despesas de campanha em publicidade por materiais impressos, cessão ou locação de veículos, serviços prestados por terceiros e atividades de militância e mobilização de rua. Os dados constam nas prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral.
Entre os candidatos, Mauricinho de Sá (PSD) declarou R$339,8 mil em recursos arrecadados e R$210,5 mil em despesas contratadas. A maior parcela dos gastos informados está relacionada à cessão ou locação de veículos, que soma R$55,1 mil, equivalente a 26,17% das despesas. Na sequência aparecem as atividades de militância e mobilização de rua, com R$50,6 mil, ou 24,05%.
Carlão Agora (PRD) informou R$100 mil em recursos arrecadados e R$55,6 mil em despesas contratadas. A publicidade por materiais impressos representa a maior parte dos gastos, com R$35,6 mil, o equivalente a 64,05% do total. Outros R$20 mil foram destinados ao impulsionamento de conteúdos.
Ana Lacerda (PSB) declarou R$50 mil em recursos recebidos e R$40 mil em despesas contratadas. Conforme a prestação de contas, todo o valor das despesas está classificado como publicidade por materiais impressos.
Franco Cartafina (Podemos) registrou R$291,8 mil em recursos líquidos recebidos e R$174,2 mil em despesas pagas. Os serviços prestados por terceiros representam a principal despesa, com R$165,1 mil. Outros R$75,1 mil foram destinados a atividades de militância e mobilização de rua.
Mariscal (PSDB) declarou R$613 mil em recursos líquidos recebidos e R$556,6 mil em despesas contratadas. Os serviços prestados por terceiros correspondem a R$192 mil, ou 34,50% do total. As atividades de militância e mobilização de rua somam R$156,8 mil, equivalentes a 28,18% das despesas.
Já Anderson Adauto (PV), que aguarda o julgamento dos embargos de declaração apresentados após a decisão que considerou sua candidatura inelegível, declarou R$170 mil em recursos líquidos recebidos e R$298,5 mil em despesas contratadas. As atividades de militância e mobilização de rua aparecem com R$107,9 mil, ou 36,17% das despesas, enquanto a publicidade por materiais impressos soma R$60,3 mil, correspondente a 20,22%.
Os valores podem sofrer alterações à medida que novas informações sejam apresentadas ou analisadas pela Justiça Eleitoral. A prestação de contas é pública e permite acompanhar a origem dos recursos e a aplicação do dinheiro durante a campanha.