O gasto total com campanhas com impulsionamento de conteúdo eleitoral na internet declarado à Justiça Eleitoral por candidatos e partidos alcançou, entre os dias 16 e 30 de agosto, o montante de R$2.039.108,19. Em Minas Gerais foram aplicados pouco mais de R$119 mil em candidaturas.
Dos candidatos a governador, até o momento, o único que aplicou recursos para impulsionar conteúdo nas redes sociais foi o tucano Antonio Anastasia. Ele gastou R$25 mil para ampliar a visibilidade de mensagens nas redes. Além de Anastasia, outros 34 candidatos a deputado e o partido Novo também gastaram com impulsionamento de conteúdo eleitoral.
Na disputa para a Presidência da República, o montante declarado com ações nas redes sociais foi de R$50.000. Os candidatos aos governos dos estados declararam gastos que somam R$650.240. Entre os que disputam vagas para o Senado, os valores alcançaram R$330.600.
Os candidatos que concorrem a vagas na Câmara Federal informaram a destinação de R$597.977,70 para campanhas de impulsionamento na internet e os candidatos às assembleias legislativas gastaram R$398.390,48. Entre os que disputam vagas na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o gasto foi de R$4.900. Já direções estaduais/distritais de partidos informaram gastos de R$7.000.
Esta é a primeira eleição em que é permitido efetuar o impulsionamento de conteúdo na internet para fins eleitorais, desde que identificado de forma inequívoca e contratado exclusivamente por partidos políticos, coligações, candidatos e seus representantes. A norma veda, porém, a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet.
Além do impulsionamento de conteúdo e controle de gastos, as alterações na propaganda eleitoral na internet preveem a proibição do uso de perfis falsos e robôs, responsabilização pela remoção de conteúdo e direito de resposta pelo mesmo meio utilizado para divulgar o conteúdo ofensivo.