Vereadores evitam polêmica, mas falam em chamar a direção do colégio para se posicionar em plenário
Decisão do Colégio Cenecista Dr. José Ferreira de convidar sua então aluna I.F.D. a se retirar de suas dependências por conta dos cabelos pintados de azul royal foi debatida anteontem no plenário da Câmara.
O líder governista Cléber Cabeludo (PMDB) – que contou ter sido aluno da instituição – foi quem trouxe o assunto ao plenário. “Sei do trabalho e dos resultados do colégio e não quero aqui colocar se a escola errou. Também não podemos denegrir a imagem de parte nenhuma porque palavra não volta atrás”, disse um comedido Cléber, que minutos antes havia lembrado que quando tinha cabelos longos sofreu preconceito de algumas pessoas. Para ele, não é mais tempo de discriminar, ao que o colega Afrânio Cardoso de Lara Resende (PP) interveio, afirmando que é preciso tratar do tema com cautela, para proteger a adolescente e o colégio. “Temos que apurar antes de colocar se é um caso de discriminação”, ponderou.
Presidente da Comissão de Educação e Cultura, o professor Godoy (PTB) diz que pretende convidar a direção da instituição de ensino para se pronunciar sobre o ocorrido. Com 28 anos de experiência em sala de aula, o petebista cita que as escolas têm suas regras de comportamento, seus regimentos, embora considere prematuro fazer juízo sobre o episódio sem antes ouvir o colégio, mas “é obvio que sou contra qualquer tipo de preconceito”.