POLÍTICA

Caso Queiroz: Entenda como o ex-assessor de Flávio Bolsonaro estava ligado a milícia

Publicado em 19/06/2020 às 20:23Atualizado em 18/12/2022 às 07:13
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Queiroz apareceu durante esta semana e foi preso, porém algumas dúvidas ficaram. Afinal, quais são as provas e os crimes contra o ex-assessor de Flávio Bolsonaro?

Os promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro apontam que Fabrício Queiroz tinha um plano de fuga organizado para toda a família e contaria com a atuação do então foragido Adriana Magalhães da Costa Nóbrega. Adriano era ex-capitão da PM e miliciano, ele foi morte durante cerco em fevereiro. O ex-advogado de Adriano assumiu defesa de Queiroz.

Segundo o MP, Queiroz recebeu ao menos R$ 400 mil com a interação Adriano Nóbrega. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro também é suspeito de exercer influência sobre um grupo de milicianos que atua na região onde Nóbrega era igualmente influente.

Além destas ligações entre Queiroz e Nóbrega, os promotores também citam um possível envolvimento de Queiroz com milicianos do Itanhangá (RJ). Mensagens entre a mulher dele também foram consideradas. Nos textos a esposa de Queiroz afirma que vai encontrar a mãe e a mulher de Nóbrega, pois elas levariam uma "proposta".

Era uma rede de "leva-e-traz", com a participação das mulheres, enquanto a dupla se esgueirava para não cair no radar da polícia.

No final de 2019 a esposa de Queiroz encaminhou um áudio onde pedia, conforme documento dos promotores, para; "telefonar para milicianos em seu favor após ter sido ameaçado por 'meninos' de grupo que domina a região do Itanhangá em razão de um desentendimento com um comerciante local".

Queiroz também se comprometeu a resolver e interceder pessoalmente junto com os milicianos quando estivesse no Rio. Os promotores também mencionam provas de como o dinheiro proveniente da rachidinha operado por Queiroz voltava para Flávio Bolsonaro. 

Os promotores ainda juntam provas de que Queiroz e Botto Maia (advogado, juntamente com servidores da Assembleia do Rio tentaram adulterar os registros de ponto para evitar a descoberta de funcionários fantasmas.

*Com informações Crusoé 

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