Queiroz apareceu durante esta semana e foi preso, porém algumas dúvidas ficaram. Afinal, quais são as provas e os crimes contra o ex-assessor de Flávio Bolsonaro?
Os promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro apontam que Fabrício Queiroz tinha um plano de fuga organizado para toda a família e contaria com a atuação do então foragido Adriana Magalhães da Costa Nóbrega. Adriano era ex-capitão da PM e miliciano, ele foi morte durante cerco em fevereiro. O ex-advogado de Adriano assumiu defesa de Queiroz.
Segundo o MP, Queiroz recebeu ao menos R$ 400 mil com a interação Adriano Nóbrega. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro também é suspeito de exercer influência sobre um grupo de milicianos que atua na região onde Nóbrega era igualmente influente.
Além destas ligações entre Queiroz e Nóbrega, os promotores também citam um possível envolvimento de Queiroz com milicianos do Itanhangá (RJ). Mensagens entre a mulher dele também foram consideradas. Nos textos a esposa de Queiroz afirma que vai encontrar a mãe e a mulher de Nóbrega, pois elas levariam uma "proposta".
Era uma rede de "leva-e-traz", com a participação das mulheres, enquanto a dupla se esgueirava para não cair no radar da polícia.
No final de 2019 a esposa de Queiroz encaminhou um áudio onde pedia, conforme documento dos promotores, para; "telefonar para milicianos em seu favor após ter sido ameaçado por 'meninos' de grupo que domina a região do Itanhangá em razão de um desentendimento com um comerciante local".
Queiroz também se comprometeu a resolver e interceder pessoalmente junto com os milicianos quando estivesse no Rio. Os promotores também mencionam provas de como o dinheiro proveniente da rachidinha operado por Queiroz voltava para Flávio Bolsonaro.
Os promotores ainda juntam provas de que Queiroz e Botto Maia (advogado, juntamente com servidores da Assembleia do Rio tentaram adulterar os registros de ponto para evitar a descoberta de funcionários fantasmas.
*Com informações Crusoé