AA foi defender a matéria, que começou a ser analisada pelos vereadores, mas acabou sendo transferida para a próxima quarta-feira
A votação do Projeto de Lei 34/12, de autoria do Executivo, que dispõe sobre a interdição, cassação e proibição de alvará de localização e funcionamento de estabelecimentos comerciais flagrados contribuindo com a criminalidade, levou o prefeito Anderson Adauto ao plenário da Câmara, ontem. AA foi defender a matéria, que começou a ser analisada pelos vereadores, mas acabou sendo transferida para a sessão da próxima quarta, que deverá novamente contar com a sua presença.
A mudança na pauta, atendendo a um pedido do vereador Marcelo Borjão (DEM), se deu porque o prefeito não poderia acompanhar toda a discussão em torno do texto – a agenda de AA incluía a inauguração do Centro Municipal de Educação Infantil Maria Eduarda Farnezi, localizado no conjunto habitacional Nova Era. “É uma honra receber o senhor aqui; vejo seu interesse em acompanhar a votação, a importância desse projeto para o Executivo. Podemos votá-lo na quarta e o senhor volta à Casa”, propôs o democrata, ao que Anderson acatou.
De acordo com ele, as ações municipais em prol da segurança pública são limitadas constitucionalmente, mas muitas coisas objetivas podem ser feitas pela Prefeitura, como, por exemplo, a viabilização das Aisps. No aspecto político, AA citou a elaboração do ofício 0184, contendo uma série de reivindicações para o setor e que foi entregue pessoalmente ao governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), durante sua rápida passagem por Uberaba, dia 3, quando veio prestigiar a abertura da 78ª ExpoZebu.
“Acho que tudo que todos puderem fazer pela segurança pública, nós temos a obrigação de fazer. Centrei as reivindicações junto ao governador nessa área, para ele fazer mais ações para melhorar a situação dos agentes que cuidam da segurança pública, para ver se eles têm melhores condições de trabalho para servir à comunidade”, observou o prefeito, revelando em plenário que estuda a criação de uma Secretaria Municipal Antidrogas.
Especificamente sobre o projeto, AA observa que a partir do momento que os comerciantes souberem que podem efetivamente perder o alvará de seus estabelecimentos, pensarão duas vezes antes de trabalhar com produtos de furto ou roubo e mesmo traficar. “Os vereadores vão dizer se acatam ou não”, encerrou.