POLÍTICA

CGU utiliza inteligência artificial para combater corrupção

Tecnologia consiste em um robô que, por meio do aprendizado de máquinas, consegue analisar imagens para saber se a empresa em questão tem uma fachada comercial ou não

Agência Brasil
Publicado em 01/11/2018 às 14:32Atualizado em 17/12/2022 às 15:02
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Controladoria Geral da União (CGU) tem atuado, desde agosto deste ano, como fiscalizadora de contratos de fornecedores do Governo Federal, com um nova ferramenta de inteligência artificial. Chamada de Sistema Classificador de Cenários de Fornecedores, a tecnologia consiste em um robô que, por meio do aprendizado de máquinas, consegue analisar imagens, com o auxílio da ferramenta do Google Street View, para saber se a empresa em questão tem uma fachada comercial ou não.

Desde que começou a ser utilizada já analisados mais de 11 mil fornecedores de órgãos do Governo Federal com contratos ativos ou recém-concluídos nos últimos dois anos, em um valor acima de um milhão de reais. Os contratos totalizaram mais de R$18 bilhões em compras nesse período.

Desses fornecedores, cerca de 3,7 mil, que movimentam R$ 6 bilhões, foram classificados como fachadas não comerciais. O Classificador da CGU identificou que as sedes desses fornecedores ficavam em terrenos baldios ou em casas residenciais.

Após a ferramenta dar um alerta, os auditores analisam caso a caso, levantando outras informações como dados de capacidade operacional, quantos funcionários a empresa tem, entre outras. Isso serve para que eles possam confirmar se, de fato, aquele é um fornecedor de fachada ou não.

O auditor e cientista de dados da CGU, Rodrigo Peres, explica que a primeira versão do sistema, que está funcionando atualmente, ainda é simples. “Por enquanto, ela está identificando apenas se a fachada é de uma loja, por exemplo, ou não. No lugar, pode estar uma casa ou uma floresta. Mas no futuro ela será capaz de reconhecer mais cenários diferentes”, afirma. A ideia é que até o final do ano a ferramenta seja capaz de reconhecer outros tipos de cenários.

A segunda versão será capaz de enviar as informações coletadas das fachadas para um painel, que será disponibilizado, em conjunto com o Ministério do Planejamento, para que os pregoeiros, tenham acesso. “O intuito é que esse Classificador ajude os pregoeiros indicando algum grau de risco desses fornecedores, para que eles possam ser auxiliados no processo de homologação da licitação”, conta Peres. Assim, se houver algum problema com essas empresas, o pregoeiro consegue avisar o controle interno do órgão.

*Com informações da Revista Galileu 

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