POLÍTICA

Chiquinho da Zoonoses volta ao cargo de vereador

O vereador Francisco de Assis Barbosa, o Chiquinho da Zoonoses, foi reconduzido ao cargo ontem, do qual, segundo o presidente da Câmara, Luiz Dutra, não deveria nunca ter saído

Renata Gomide
Publicado em 05/05/2011 às 00:43Atualizado em 20/12/2022 às 00:28
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O vereador Francisco de Assis Barbosa, o Chiquinho da Zoonoses (PR), foi reconduzido ao cargo ontem, do qual, segundo o presidente da Câmara, Luiz Dutra (PDT), não deveria nunca ter saído. O ato foi realizado no gabinete da Presidência, cerca de meia hora antes do início da sessão, a pedido de Antônio Sebastião de Oliveira, o Toninho, como sua última ação enquanto dirigente e filiado ao Partido da República – ele foi um dos principais apoiadores do então correligionário na luta para voltar à cadeira.

Toninho convocou os demais vereadores da legenda, mas apenas Almir Silva acompanhou o momento da recondução, já que Samuel Pereira se ausentou dos trabalhos por conta do falecimento de um familiar.

Todos foram unânimes em dizer que se fez justiça com Chiquinho. Dutra lembrou que ao empossá-lo, em 7 de fevereiro deste ano, após a renúncia de Antônio Lerin (PSB), que cumpre mandato de deputado estadual, apenas cumpriu uma legislação que vigora há 40 anos: de que as vagas de suplentes são das coligações e não dos partidos. Contudo, uma decisão do Supremo Tribunal Federal, de dezembro do ano passado, contrária a essa regra, fez com que José Antônio Fernandes Cardoso, primeiro suplente do PSB, reivindicasse a cadeira à Justiça local.

Cardoso permaneceu no posto 79 dias, até que o mesmo Supremo retrocedeu em seu entendimento, no dia 27 de abril. Ainda ontem o integrante do PSB foi recebido por Dutra, em sua casa, para um café, e foi elogiado pelo comportamento apresentado no período em que exerceu o mandato.

Chiquinho assegurou que sempre teve certeza que voltaria ao cargo e agradeceu “de coração” o apoio recebido de Toninho e de alguns vereadores, tendo citado nominalmente os colegas de partido, Itamar Ribeiro (DEM), Tony Carlos (PMDB) – que acompanhou o ato da sua recondução – e João Gilberto Ripposati (PSDB), além do próprio Dutra, e da família.

O republicano também citou as inúmeras manifestações populares que recebeu – “mais de 400 telefonemas, até de pessoas que não conhecia” –, sem esconder, no entanto, que tudo que passou foi difícil, “mas isso me fortaleceu”. Chiquinho ainda assegurou não guardar nenhum ressentimento de Cardoso, por entender que ele não teve culpa de nada. Em plenário, o presidente Dutra abriu a palavra para todos os vereadores, e Tony Carlos comparou a situação vivenciada pelo colega ao caviar, iguaria que muitos sabem que existe, mas poucos conhecem.

O peemedebista provocou risos no plenário, enquanto que seu colega de partido Marcelo Borjão disse que não iria jogar confete em Chiquinho, como fizeram os outros legisladores. Nos bastidores, Itamar reagiu à fala do colega, visivelmente incomodado com o comentário. Na sequência, todos foram inaugurar a fotografia do republicano na galeria dos vereadores da atual legislatura.

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