POLÍTICA

Cléber cola nome em cadeira e diz que Câmara não precisa de reforma

Embora seu nome também esteja escrito com caneta no encosto da cadeira, que é revestido de couro, o líder governista nega que tenha ...

Renata Gomide
Publicado em 15/02/2012 às 10:59Atualizado em 17/12/2022 às 08:22
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Vereador Cléber Cabeludo (PMDB) fez ontem o que chamou de uma brincadeira, mas que poderá lhe render dissabores. Ele colou uma fita adesiva com seu nome nas costas da cadeira que ocupa em plenário, 24 horas depois de ter dito que o Paço não precisa de reformas e que sequer o móvel – que pertence ao patrimônio da Casa – deveria ser substituído. A afirmação foi uma clara alusão às várias vezes em que o presidente da Câmara, Luiz Dutra (PDT), defendeu a troca do mobiliário, que não é ergonômico.

Embora seu nome também esteja escrito com caneta no encosto da cadeira, que é revestido de couro, o líder governista nega que tenha cometido tal ato. “Tenho noção que é patrimônio, não estraguei”, afirma, acrescentando que a fita é de fácil remoção. O fato é que os dois vêm protagonizando uma série de embates em plenário desde o início das sessões na semana passada, agora especialmente relacionados às contas da Casa.

Isto porque o líder governista colocou às claras que não há um entendimento quanto a enxugar a verba de gabinete ou cortar assessores parlamentares para votar, em segundo turno, o projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município que altera de 14 para 21 o número de assentos na Câmara a partir da próxima legislatura, em 2013. A proposta, defendida desde o ano passado por Dutra, sob a alegação de que sem os enxugamentos ficará quase impossível administrar o Legislativo, não tem respaldo dos seus colegas, que, além de serem contra condicionar uma votação a outra, na semana passada pediram um amplo levantamento das contas para avaliar a possibilidade de fazer os enxugamentos em outras áreas.

O pedetista trouxe essa informação a público e ainda afirmou que se não houvesse um entendimento nessa linha, poderia não votar o aumento de cadeiras, que agora está se transformando em uma discussão periférica ante à celeuma instalada na Casa. Ontem, contudo, Dutra reafirmou que o plenário é soberano para colocar o projeto em votação. O pedetista, que chegou às lágrimas ao fazer seu pronunciamento, espera que a atual legislatura fique marcada pelas boas ações.

Cléber, que reiterou não ver necessidade de uma ampla reforma, mesmo estando o prédio com goteiras e outros problemas, disse que pequenos reparos podem ser feitos com recursos do Governo Federal. Quanto à falta de transparência nas contas da Casa, que, segundo ele, não vão para análise em plenário, houve contestação do presidente, que apresentou como prova as gravações das reuniões de 14 de junho e 14 de dezembro do ano passado.

 

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