Mesmo após ter colado uma fita adesiva com o seu nome na cadeira patrimoniada da Câmara – a qual ocupa em plenário –, o vereador líder governista Cléber Cabeludo (PMDB) não sofrerá nenhuma sanção. É o que diz o presidente da Casa, Luiz Humberto Dutra (PDT), afirmando que determinou a retirada da identificação e a limpeza do móvel, cujo encosto também ganhou uma inscrição em caneta com o nome do peemedebista – que nega tal ato.
O vereador Tony Carlos (PMDB) é outro adepto do expediente de “marcar” a cadeira, acrescenta Dutra, assegurando que esta peça que pertence ao patrimônio será limpa como a outra. Os peemedebistas, entretanto, têm motivações bem diferentes para identificar suas cadeiras.
Enquanto Tony apregoa que age desta forma porque a peça que o serve já tem o formato do seu corpo, Cléber – em que pese a negativa de que tenha feito um protesto – colou a fita com o seu nome um dia depois de ter dito em plenário que é contrário à reforma e restauro do Paço, uma das metas do presidente. Os dois estão em pé de guerra desde que Dutra aventou a possibilidade de não votar em segundo turno o aumento de 14 para 21 vereadores, caso os colegas não votem o corte na verba de gabinete e no número de assessores parlamentares.
Independentemente da vontade do presidente, a matéria que prevê o aumento nas cadeiras terá que ser votada, mas seus pares se sentiram pressionados, porque não querem condicionar uma ação à outra. E mais: eles defendem um levantamento geral nas contas da Casa na tentativa de se chegar a outras alternativas de enxugamento.