Para preparar estrutura para migração e início da operação no Mercado Livre de Energia a partir do dia 1º de setembro, Codau desligará energia em 11 subestações para fazer adaptações nos sistemas de medição de energia. O processo começa já nesta quinta-feira (21) e se estenderá até o fim de agosto.
O presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho, explicou que não será feito o desligamento da energia de todas as unidades de uma vez. Um cronograma foi definido para a execução do trabalho em cada uma das subestações em datas diferentes. “Inicialmente, fizemos todas as outras etapas que podiam ser realizadas sem a necessidade de desligamento de energia. Agora, preparamos um planejamento deste trabalho para evitar grandes impactos para a população em relação ao fornecimento de água. Pedimos a compreensão de todos para que reforcem as medidas de economia de água nas datas de adequações”, justificou.
A primeira unidade escolhida para as adaptações foi a transposição do Rio Claro. O serviço será realizado já nesta quinta-feira (21), aproveitando que o sistema ainda não está em operação e não trará nenhum prejuízo ao abastecimento.
No domingo (24), a adequação será feita simultaneamente na Estação de Captação do Rio Uberaba e na Estação de Tratamento de Água. “Como as duas estações impactam na distribuição de água de toda a cidade, optamos por fazer na mesma data e em um domingo, que é o dia de menor consumo”, conclui o presidente.
O cronograma segue até o dia 23 de agosto, com o desligamento de energia em cinco Centros de Reservação, duas Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) e na Estação de Tratamento de Esgotos Francisco Veludo. Em cada uma das unidades será necessário desligar a energia por, aproximadamente, oito horas para realizar as adaptações.
A Matrix Comercializadora de Energia Elétrica S/A, empresa especializada no Mercado Livre, foi a vencedora do processo licitatório para o fornecimento de energia em 11 unidades da Companhia. No contrato, que tem duração de cinco anos, a Codau pretende alcançar uma economia de cerca de R$20 milhões, devido ao novo modelo. “Essas 11 unidades que entrarão no Mercado Livre representam 87% de toda a energia consumida pela Codau. Por isso, teremos um impacto econômico considerável. Elas também foram escolhidas por apresentarem melhores condições de adequação para o novo sistema”, completa o presidente.
Outras 13 unidades restantes permanecerão no mercado cativo, onde a energia é contratada via Cemig, com tarifas de consumo reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).