POLÍTICA

Codau desliga energia em unidades em migração para o Mercado Livre

Gisele Barcelos
Publicado em 20/07/2022 às 21:21Atualizado em 18/12/2022 às 20:53
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Para preparar estrutura para migração e início da operação no Mercado Livre de Energia a partir do dia 1º de setembro, Codau desligará energia em 11 subestações para fazer adaptações nos sistemas de medição de energia. O processo começa já nesta quinta-feira (21) e se estenderá até o fim de agosto.

O presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho, explicou que não será feito o desligamento da energia de todas as unidades de uma vez. Um cronograma foi definido para a execução do trabalho em cada uma das subestações em datas diferentes. “Inicialmente, fizemos todas as outras etapas que podiam ser realizadas sem a necessidade de desligamento de energia. Agora, preparamos um planejamento deste trabalho para evitar grandes impactos para a população em relação ao fornecimento de água. Pedimos a compreensão de todos para que reforcem as medidas de economia de água nas datas de adequações”, justificou.

A primeira unidade escolhida para as adaptações foi a transposição do Rio Claro. O serviço será realizado já nesta quinta-feira (21), aproveitando que o sistema ainda não está em operação e não trará nenhum prejuízo ao abastecimento.

No domingo (24), a adequação será feita simultaneamente na Estação de Captação do Rio Uberaba e na Estação de Tratamento de Água. “Como as duas estações impactam na distribuição de água de toda a cidade, optamos por fazer na mesma data e em um domingo, que é o dia de menor consumo”, conclui o presidente.

O cronograma segue até o dia 23 de agosto, com o desligamento de energia em cinco Centros de Reservação, duas Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) e na Estação de Tratamento de Esgotos Francisco Veludo.  Em cada uma das unidades será necessário desligar a energia por, aproximadamente, oito horas para realizar as adaptações.

A Matrix Comercializadora de Energia Elétrica S/A, empresa especializada no Mercado Livre, foi a vencedora do processo licitatório para o fornecimento de energia em 11 unidades da Companhia. No contrato, que tem duração de cinco anos, a Codau pretende alcançar uma economia de cerca de R$20 milhões, devido ao novo modelo. “Essas 11 unidades que entrarão no Mercado Livre representam 87% de toda a energia consumida pela Codau. Por isso, teremos um impacto econômico considerável. Elas também foram escolhidas por apresentarem melhores condições de adequação para o novo sistema”, completa o presidente.

Outras 13 unidades restantes permanecerão no mercado cativo, onde a energia é contratada via Cemig, com tarifas de consumo reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

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