
Trabalho de redução de perdas foi deflagrado pela Codau no fim do ano passado com o mapeamento das redes na cidade
Direção da Codau contesta queda de Uberaba no ranking de Saneamento e abre sindicância investigativa para apurar dados prestados ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) no governo anterior. Em nota divulgada ontem, a autarquia manifestou que o percentual de perda de água tratada não foi informado corretamente e interferiu no resultado do estudo.
Segundo estudo divulgado este mês pelo Instituto Trata Brasil, Uberaba perdeu 16 posições no ranking de Saneamento. O município estava em 11º lugar na edição de 2021 e caiu para a 27ª colocação no levantamento deste ano.
Na nota, a Codau posicionou que o ranking de Saneamento 2022 reflete a correta colocação do município, porque as informações consideradas na edição de 2021 estariam incorretas. “No ranking do Trata Brasil de 2021 (elaborado com dados de 2019), a colocação em 11º lugar de Uberaba não corresponde à realidade dos dados”, continua o texto.
A direção da Codau manifestou que o índice de perdas na distribuição de água informado ao sistema do governo federal em 2019 foi de 29,27%, mas o dado estava errado e isso levou Uberaba a uma posição melhor no ranking da época. “Era um dado que não correspondia com a verdade. As perdas naquele ano estavam em 49,65%, índice resultante da relação entre a produção de água e o consumo micromedido”, acrescentou a nota da companhia.
Ainda conforme o texto, o ranking de 2022 (elaborado com números de 2020) foi aferido com base no dado correto de perdas na distribuição de água no sistema: 47,31%. “Esta, sim, é uma colocação no ranking que reflete os verdadeiros índices do Município”, reforçou o comunicado.
Com isso, a direção da companhia declarou que uma Sindicância Investigativa foi aberta para apurar a informação errônea enviada ao SNIS e verificar de quem foi a responsabilidade pela situação.
O ex-presidente da Codau, Luiz Guaritá Neto, não quis se pronunciar sobre os questionamentos apresentados pela atual gestão sobre os dados informados ao SNIS em 2019.