Direção da Codau sinaliza com reajuste salarial para os trabalhadores no próximo ano, mas descarta desvincular negociação da Prefeitura. A informação é do presidente da companhia, José Waldir de Sousa Filho, justificando que todos são servidores públicos municipais e o tratamento diferenciado poderia causar desconforto.
O pleito para desatrelar a campanha salarial da Codau e da Prefeitura foi feito em assembleia pelos trabalhadores da companhia. Questionado, o presidente da Codau declarou à Rádio JM que a negociação até poderia acontecer de forma separada, porém não seria o ideal. “O entendimento é que caminhem em consonância. Sempre foi dessa forma equânime. Do contrário, cria uma situação desagradável”, manifestou.
Com isso, José Waldir afirmou que a discussão sobre o índice de reajuste salarial em 2022 será feita conjuntamente com a Prefeitura. Ele salientou que já está analisando a pauta de reivindicações dos trabalhadores e a questão será alinhada com a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) para apresentar uma contraproposta dentro do patamar estabelecido pelo governo municipal.
A categoria reivindica reajuste salarial de 24,29% para 2022 e aumento de R$336 no tíquete-alimentação. José Waldir não antecipou números, mas assegurou que a perspectiva é um resultado satisfatório da campanha salarial no próximo ano. “Vai dar uma negociação legal. [O salário] está defasado já há dois anos e a inflação vem corroendo poder de compra do servidor [...] Vou manter reservado [o índice], mas vai ser possível avançar”, declarou.
O índice de reajuste pelos trabalhadores da Codau inclui 10,67% referente à inflação de 2021, conforme o IPCA, e, aproximadamente, 9% de perdas salariais nos anos de 2019 e 2020, além de 4,6% de aumento real para a categoria.
Quanto ao tíquete, a reivindicação é um aumento de 43,74% para compensar a elevação do custo da cesta básica. Com isso, o valor passaria dos atuais R$770 para cerca de R$1.100.