Vazamento de água potável em Uberaba (Foto/Jairo Chagas)
Com meta de reduzir em 10% índice de perda de água tratada até o fim de 2024, Codau planeja utilizar satélite israelense criado para detectar água em Marte na busca de vazamentos em Uberaba. O projeto foi revelado pelo presidente da autarquia, José Waldir de Sousa Filho, em entrevista à Rádio JM.
De acordo com o engenheiro, a ferramenta já é utilizada pelo empresa responsável pelo abastecimento de água no Rio de Janeiro e permite um monitoramento constante de vazamentos na rede de distribuição. "O satélite foi desenvolvido para captar água em Marte e foi desativado, mas deixaram em órbita e agora o Cedae no Rio de Janeiro está utilizando [para esse serviço de diagnóstico da rede]", conta.
Segundo o presidente da Codau, o satélite detecta apenas a água com cloro, o que indica perdas de água tratada na rede de distribuição. "O equipamento passa o rastreio duas vezes por mês, emitindo a ondas para detectar vazamento", acrescentou.
José Waldir adiantou que cotações estão sendo feitas para avançar com a contratação do serviço, mas ponderou que a implantação da ferramenta depende de finalizar o trabalho para mapeamento da rede de distribuição. "Tendo o cadastramento de rede pronto, é a próxima etapa", acrescentou.
Conforme o presidente da Codau, a empresa responsável por mapear toda a tubulação da rede tem prazo até março do ano que vem para concluir o trabalho, mas já está com 60% do serviço feito e pode entregar o levantamento mais cedo. Se o serviço for concluído até julho, ele afirmou que a licitação pode ser lançada ainda no segundo semestre do ano.
Enquanto o monitoramento via satélite de vazamentos não é implantado, o presidente da companhia lembra que medidas já foram adotadas para agilizar o reparo da rede de distribuição e tentar reduzir o desperdício de água tratada. Em janeiro, houve a contratação de empresa para identificar locais com vazamentos não-visíveis e efetuar os consertos na tubulação. É utilizado um geofone, semelhante a um estetoscópio, para ouvir a tubulação subterrânea e verificar anomalias no sistema.
O serviço está sendo executado pela BBL NE, com sede em Maceió (AL), desde fevereiro. Segundo José Waldir, só nos primeiros 15 dias de atuação, foram encontrados 101 vazamentos que ainda não eram perceptíveis na superfície, permitindo que os reparos fossem feitos de forma mais rápida para conter o desperdício na rede.