Reajuste do novo período ainda não foi definido e poderá ser incorporado retroativamente ao contrato
A Codau renovou por mais 12 meses o contrato com a Unimed para manter o plano de saúde dos servidores. O aditivo foi firmado por R$ 7.681.333,84, mas esse ainda pode não ser o custo final do serviço: o índice de reajuste do novo período continua em negociação e poderá ser aplicado retroativamente depois de definido.
Na prática, a companhia garantiu a continuidade do plano entre 1º de setembro de 2026 e 31 de agosto de 2027, mas prorrogou o contrato antes de concluir a discussão sobre o novo valor. A Codau se comprometeu a formalizar uma decisão administrativa sobre o reajuste em até 30 dias após a assinatura do aditivo.
Quando isso ocorrer, a diferença poderá ser incorporada ao contrato desde a data-base prevista no documento. Por enquanto, não foram divulgados o percentual em negociação nem quanto ele acrescentará aos R$ 7,68 milhões já reservados para o período.
O plano oferece consultas, exames, serviços de diagnóstico e terapia, internações eletivas e de emergência, obstetrícia e ações de prevenção à saúde. A cobertura é destinada aos servidores efetivos e nomeados da Codau e pode ser estendida aos dependentes.
A situação é diferente da registrada no plano dos demais servidores municipais, embora a operadora também seja a Unimed. O contrato mantido pela Prefeitura para a administração direta, Funel, Feti, Procon, Fundação Cultural e Ipserv foi prorrogado em junho por mais dois anos, com reajuste já definido em 8,45%. Aquele aditivo não previa aplicação retroativa e o serviço atende mais de 14 mil pessoas, entre titulares e dependentes.
Apesar de terem a mesma operadora, são contratos separados. Eles atendem grupos diferentes e seguem regras próprias de pagamento. Por isso, não é correto comparar diretamente os valores totais. A diferença que chama atenção está na forma da renovação: enquanto o contrato maior da Prefeitura já teve o reajuste definido, a Codau prorrogou o serviço com o novo índice ainda em aberto.
Entre o contrato original e a renovação atual, o valor anual passou de R$ 6,20 milhões para R$ 7,68 milhões. A diferença acumulada é de R$ 1,48 milhão, equivalente a 23,8%. Esse percentual, porém, não é o reajuste de 2026: ele reúne todas as alterações ocorridas desde a contratação inicial, há três anos.
Quando o plano foi contratado, a Codau custeava a cobertura dos titulares, enquanto os dependentes podiam aderir mediante pagamento direto à operadora. O novo aditivo mantém a possibilidade de inclusão dos familiares, mas não detalha se essa forma de pagamento foi alterada.
Até que o novo índice seja definido, não é possível saber qual será o custo efetivo do plano até agosto de 2027 nem o tamanho da diferença que poderá ser incorporada retroativamente ao contrato.