Balanço parcial aponta que 37 imóveis do programa Minha Casa Minha Vida estão em situação irregular na cidade. Os dados pertencem a levantamento da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), que apura denúncias quanto à existência de unidades sem morador ou utilizadas para especulação imobiliária. Questionamentos sobre o programa de habitação social surgiram no fim do ano passado. O problema não foi apenas a existência de imóveis vazios, mas também de unidades alugadas clandestinamente e até revendidas para terceiros. No entanto, a situação não afeta apenas o “Minha Casa Minha Vida”. Esta semana mais um caso veio à tona em loteamento construído no Parque das Gameleiras para atender pessoas retiradas de áreas de risco. O proprietário contemplado no programa social vendeu o imóvel, que posteriormente foi repassado a um terceiro dono. O diretor social da Cohagra, José Ferreira dos Santos, informa que esse tipo de transação desobedece aos critérios do programa e não tem aprovação da companhia. Por isso, levantamento está sendo feito para identificar casos semelhantes e retomar o imóvel para atender outras pessoas que aguardam na fila pela casa própria. “O prejuízo ficará para quem compra, pois é ilegal a comercialização das unidades”, salienta. Ferreira acredita que o anúncio da fiscalização levará os proprietários de origem a regularizarem a situação. De acordo com o diretor, até agora não houve nenhum caso em que a Caixa Econômica Federal tenha concretizado a retomada do imóvel. “Acredito que, no máximo, só haverá devolução em 10% dos casos. Só com o anúncio da medida os mutuários beneficiados no programa estão voltando para os imóveis”, pondera.