Oito cargos de livre nomeação foram criados na estrutura da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra)
Oito cargos de livre nomeação foram criados na estrutura da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra). O presidente do órgão, Wagner Nascimento Júnior (PTC), argumenta que a medida é necessária para atender à demanda existente por conta dos programas habitacionais e dos serviços para regularização imobiliária.
Segundo Wagner, a Cohagra contava apenas com 16 funcionários no início do ano e a equipe era insuficiente para cumprir as atividades necessárias. Por isso, houve a transformação de um posto de assessor jurídico no cargo de diretor de assuntos jurídicos, bem como a inclusão no organograma de mais três posições de assessor jurídico, uma vaga de assessor técnico, três de assessor administrativo e uma assessoria de atendimento e cadastro. Não foi possível apurar o impacto financeiro das alterações no quadro de pessoal porque o valor do salário dos novos cargos não foi divulgado.
Até agora, quatro vagas já foram preenchidas por meio de indicações. Um dos nomes é o presidente do PMN, Marcos Acácio, que aguardava espaço para o partido no novo governo e agora ocupa o posto de diretor de assuntos jurídicos. No entanto, o presidente da Cohagra nega que a criação dos cargos seja com vistas a abrigar apoiadores. “As pessoas nomeadas não têm relação alguma comigo. São profissionais contratados porque queremos dar resultado. Na gestão passada, em oito anos, a Cohagra entrou com 400 ações de usucapião. Nós já entramos com 500 em quatro meses. O resultado que estamos dando é indiscutível, mas é humanamente impossível trabalhar nesse ritmo sem aumentar a estrutura”, justifica.
Questionado sobre a possibilidade de abrir vagas para preenchimento por meio de concurso público, Wagner salienta que os salários oferecidos atualmente não são competitivos no mercado. Com isso, o concurso poderia não suprir a necessidade atual da companhia.