
Estação de captação no Rio Uberaba em 17 de janeiro de 2022 (Foto/Divulgação Codau)
Após a severa seca enfrentada por Uberaba no ano passado, com, inclusive, punições permitidas por decreto aos desperdícios cotidianos, em 2022 a cidade pode ter um período de estiagem mais ameno, com menos restrições. A avaliação é do presidente da Companhia Operacional de Desenvolvimento e Saneamento (Codau), José Waldir de Souza, após análise do aumento das chuvas e da permeabilidade do solo do rio Uberaba.
Em entrevista à Rádio JM, nesta segunda-feira (21), José Waldir explicou que o panorama atípico visto em 2021, com níveis críticos de vazão no Rio Uberaba e no Rio Claro, não deve se repetir agora. À época, a autarquia implementou o racionamento hídrico de recursos e solicitou apoio do Ministério Público para barrar o uso indiscriminado de água pelos proprietários rurais.
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Aos microfones da JM, o presidente da Codau revelou que a vazão do rio Uberaba nos dois primeiros meses está o dobro da registrada no mesmo período do ano passado. Isso garante, segundo ele, uma segurança maior para as ações do município.
“Sobre a vazão do rio hoje, está em parâmetros normais para a época. No ano passado, quando houve escassez atípica, comparando a vazão deste ano com janeiro e fevereiro do ano passado, está mais que o dobro. Se conseguirmos chegar assim em março, como mês chuvoso, teremos uma tranquilidade esse ano em relação à seca, não será como ano passado”, declarou José Waldir.
Entretanto, ele ponderou que os resquícios da seca crítica ainda estão sendo reparados. Só depois do aumento substancial do nível de água caindo que foi possível a recuperação do solo do rio, com o correto ajuste da permeabilidade do local, favorecendo a nascente e cultivando a biologia.