POLÍTICA

Com confronto estabelecido, Tony diz que partido está dividido

Ausente da reunião entre os “prefeitáveis” do PMDB, realizada anteontem, Tony Carlos considera que o confronto está implantado

Renata Gomide
Publicado em 28/02/2012 às 00:41Atualizado em 17/12/2022 às 08:40
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Ausente da reunião entre os “prefeitáveis” do PMDB, realizada anteontem, o vereador Tony Carlos considera que o confronto está implantado e responsabiliza os dirigentes do partido e o prefeito e seu correligionário Anderson Adauto pela situação. O peemedebista, que garante ter avisado os demais pré-candidatos à sucessão municipal – Paulo Piau (deputado federal), Rodrigo Mateus (secretário de Governo) e Roberto Velludo – que não se reuniria com eles porque não via sentido em sair de um encontro e entrar em outro sem uma análise mais aprofundada das decisões da véspera, diz claramente que o partido está dividido.

Segundo Tony, há duas correntes internas, uma – a qual ele diz ser defendida por Piau – quer a definição imediata do pré-candidato para dar ciência à população, e a outra, com aval de AA, trabalha para protelar a escolha a fim de que Rodrigo Mateus fique conhecido junto ao eleitorado. “Antes o prefeito também queria chegar logo ao consenso, então, por que não fez como o Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e o Aécio [Neves, senador], que construíram seus chamados candidatos técnicos e não políticos?”, questiona.

Para o vereador, Anderson teve tempo para fazer isso, mas apresentou seu pré-candidato depois que o jogo havia terminado, quando a base já tinha feito várias reuniões e estabelecido regras para a sucessão. Referindo-se a Rodrigo ora como Joaquim Mateus ora como o “moço que veio de Frutal” – em alusão à cidade natal do secretário –, Tony admite, contudo, que o Governo AA terá papel fundamental na eleição do próximo prefeito.

Em que pese não ter ido à reunião no domingo, ele diz que está disposto a comparecer às próximas que forem marcadas, mas adianta que não vê possibilidade de consenso. “É notório que cada um vai defender seu nome, nunca vamos chegar a um resultado”, aponta o vereador. Ele cita que a decisão de jogar a responsabilidade para os quatro “prefeitáveis” só aconteceu porque não se alcançou o objetivo do encontro realizado na véspera – o qual foi solicitado por Anderson Adauto – de estabelecer os critérios para a escolha do candidato do PMDB. “Mantenho meu nome no processo e a disposição para ir à convenção”, reitera Tony.

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