Anúncio foi feito pelo prefeito Paulo Piau durante encontro de prefeitos, ontem, para discutir a crise dos municípios mineiros
André Santos/PMU
Prefeito Paulo Piau revelou dívida de R$56 milhões com fornecedores da Prefeitura em virtude da falta de repasses do Estado
Em reunião com prefeitos ontem, o prefeito Paulo Piau revelou que a Prefeitura acumula dívida de R$56 milhões com fornecedores e outras despesas por causa da instabilidade gerada pela ausência de repasses do Estado.
No evento, Piau adiantou que a meta é cortar R$4,5 milhões em despesas mensais para equilibrar as contas. Por isso, um decreto de emergência financeira será publicado na quarta-feira (28), trazendo medidas como a junção de secretarias e alterações no horário de funcionamento do Centro Administrativo para reduzir gastos.
O prefeito não especificou ainda quais secretarias serão atingidas com a fusão. Segundo ele, a análise está em andamento e a decisão final será comunicada na próxima semana. Piau ressalta que a alteração no organograma precisará passar pelo crivo dos vereadores antes de entrar em vigor.
Quanto ao funcionamento do Centro Administrativo, o prefeito salienta que hoje o atendimento externo é aberto a partir de 12h, mas existe expediente interno pela manhã. O decreto estabelecerá o fechamento total no período matutino para reduzir gastos com energia elétrica e telefonia. A medida começará a valer no dia 1º de dezembro. “Os comissionados com jornada de oito horas vão cumprir a carga horária de outra forma. Estarão à disposição e trabalhando de casa”, acrescenta.
Além disso, o prefeito ressaltou que o corte de pessoal é outra ação prevista. De acordo com Piau, as demissões vão começar pelos cargos comissionados, mas ele ressalta que o decreto abre a possibilidade de desligamento até de concursados, se necessário, diante do aperto financeiro do município.
Em relação ao 13º salário, o prefeito declarou que não tem condições de especificar datas no momento. “Como o Estado está em falta, não está assegurado. Vamos cortar tudo e negociar com fornecedores para tentar pagar, mas não está certo ainda”, finaliza.