POLÍTICA

Com obras paralisadas, travessia urbana pode ser adiada por 1 ano

Contrato para execução de obras de travessia urbana deve ser prorrogado por mais um ano, apesar de a empresa responsável pela obra ter paralisado o serviço por problemas financeiros

Gisele Barcelos
Publicado em 09/08/2017 às 07:51Atualizado em 16/12/2022 às 11:21
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 Foto/ Enerson Cleiton/PMU

Obra de passagem inferior na BR-050 está paralisada desde o mês passado por falta de pagamento 

Contrato para execução de obras de travessia urbana deve ser prorrogado por mais um ano, apesar de a empresa responsável pela obra ter paralisado o serviço por problemas financeiros. Prefeitura posicionou que a confirmação do aditivo de prazo está condicionada à retomada imediata dos trabalhos.

O secretário municipal de Obras, Nagib Facury, afirma que o contrato com a Integral Engenharia já se estende por nove anos e a empresa foi atingida pela crise econômica que abala o setor de construção civil. O titular da pasta ainda avalia que, mesmo com os reajustes já aplicados em anos anteriores, o valor do contrato estaria defasado e o fator foi mais um agravante à situação da empreiteira.

Facury salienta que a Integral foi convocada para assinar o aditivo de prazo e ainda não se apresentou. Se a empresa aceitar a prorrogação, ele acrescenta que o termo prevê a retomada do serviço em 30 dias. “Assinado o aditivo, a construtora tem esse tempo para regularizar a situação fiscal e voltar ao trabalho. Aguardamos a resposta da empresa”, informa. O secretário ressalta que o contrato será rescindido se não houver o cumprimento do cronograma. “Caso isso chegue a ocorrer, as opções da Prefeitura serã convocar a segunda colocada na licitação ou abrir uma nova licitação. O que precisamos é dar continuidade ao projeto, que é de suma importância para a população”, pondera.

Devido aos problemas financeiros, a construtora não está com situação fiscal regular e nem com as certidões negativas obrigatórias para receber os pagamentos da Prefeitura. Nagib afirma que, apesar de estar com os recursos em caixa, o município não pode fazer o repasse do dinheiro sem que a empresa apresente a nota fiscal e a documentação de regularidade junto à Receita Federal.

No mês passado, trabalhadores denunciaram a interrupção da obra da passagem inferior na BR-050, entre os bairros São Cristóvão e Recreio dos Bandeirantes, por falta de pagamento. Também está paralisada a construção da travessia de pedestres entre os bairros Gameleiras 3 e Valim de Melo, já 85% executada. Além de concluir as obras interrompidas, falta também a implantação de vias de ligação nos bairros Anatê e Residencial 2000, bem como a iluminação do trecho.

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