Após diversas denúncias de falhas no transporte escolar rural no ano passado, a empresa que prestava o serviço é alvo de processo administrativo sancionatório aberto pela Prefeitura. Em portaria publicada na noite de ontem, a Secretaria Municipal de Educação designou servidores para compor comissão responsável por analisar o caso.
Os três servidores são indicados para atuar na comissão do quadro efetivo da secretaria e deverão adotar as medidas necessárias para elucidar as denúncias contra a Expresso RS Cargas e Encomendas Ltda. Dependendo do resultado do processo, penalidades poderão ser aplicadas à empresa por falhas na prestação do serviço no município.
A comissão está sendo criada praticamente seis meses após o fim do contrato entre a Prefeitura e a Expresso RS. A vigência do termo terminou no fim do ano passado e a Administração Municipal manifestou que à época não teve interesse em renovação do prazo devido aos recorrentes problemas na prestação do serviço em 2022.
Entre as denúncias contra a antiga prestadora de serviço, relatos apontaram superlotação em van que atendia alunos da comunidade de Ponte Alta e até veículos circulando no transporte rural em péssima condição de conservação. Um dos casos flagrados reportou até uma van com os vidros quebrados tanto do lado do motorista quanto do passageiro.
Após flagrante de veículos em estado precário sendo utilizados no transporte escolar rural, representantes da empresa foram até chamados para prestarem esclarecimentos ao Legislativo no ano passado, mas não compareceram.