A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Uberaba opinou pelo arquivamento da sindicância por ela aberta para apurar acusação de assédio sexual que teria sido praticado pelo vereador Jorge Ferreira (PMN) contra uma jovem de 17 anos. A ausência de materialidade, ou seja, de provas do suposto crime, bem como os depoimentos colhidos durante os trabalhos do colegiado, todos, inclusive da menor, de que não houve assédio, levaram a essa decisão.
No relatório de sete páginas, que tem a assinatura dos vereadores Marcelo Borjão (presidente), José Severino Rosa (relator) e Almir Silva (vogal), bem como do diretor-geral da Câmara, Rodrigo Souto, eles observam, porém, que “somente será possível afirmar o que realmente aconteceu” após o resultado da investigação a cargo da Polícia Civil. Para a Comissão, Jorge já foi, “em tese”, punido porque o caso foi “amplamente” divulgado pela imprensa.
Há uma semana o vereador disse ao Jornal da Manhã que “criou-se uma tempestade com copo d’água” em torno do caso e que, na sua opinião, os colegas estavam até sem jeito de apresentar o resultado do trabalho. “Desde o início sempre disse que não devia”, observou Jorge, que em princípio, foi acusado pela jovem e o pai dela à Polícia Militar, que fez boletim de ocorrência.
Assim que foi instalada a sindicância, a Comissão de Ética ouviu a menor e seu pai, e ambos negaram o assédio, assim como a delegada de Orientação e Proteção à Família, Ludmila Perfeito – que investiga o caso no âmbito da Polícia Civil – descartou o crime. Exercendo o primeiro mandato na atual legislatura (2009-2012), Jorge não conseguiu a reeleição.