POLÍTICA

Comissão da ALMG vai ouvir delegada que investigou denúncia de estupro contra Zema

Parlamentares contestam o delegado pela divulgação da nota de esclarecimento na qual declara a falsidade da denúncia

Publicado em 22/10/2018 às 07:05Atualizado em 17/12/2022 às 14:43
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Reprodução

Sargento Rodrigues quer que a Comissão ouça os avós paternos da criança, bem como a médica e a psicoterapeuta

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, na última semana, requerimento para convocar a delegada Paula Lobo Rios a prestar esclarecimentos sobre inquérito envolvendo o candidato ao governo de Minas, Romeu Zema (Novo).

Lotada em Araxá, a delegada conduziu a investigação contra Zema sobre suposto estupro de vulnerável, ocorrido em 2012. Como o caso reapareceu na mídia, na semana passada, a Polícia Civil emitiu nota oficial de esclarecimento e posicionou que o inquérito contra Zema “concluiu cabalmente pela falsidade da denúncia, inexistindo a ocorrência do crime”.

No entanto, a comissão da Assembleia Legislativa posicionou ter recebido informações de que diversas pessoas relacionadas ao caso não teriam sido ouvidas e materiais deixaram de ser juntados ao processo. De acordo com o presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Sargento Rodrigues (PTB), não foram ouvidos no inquérito, por exemplo, os avós paternos da criança, além da médica e da psicoterapeuta que a atenderam.

A comissão aprovou, também, outros dois requerimentos na última semana. O primeiro pede à Procuradoria-Geral de Justiça a reabertura do inquérito.

Já o segundo é endereçado à Corregedoria e à Ouvidoria da Polícia Civil e ao Ministério Público e solicita a instauração de procedimento investigativo contra o chefe da Polícia Civil, delegado João Otacílio da Silva Neto.

No requerimento, os parlamentares contestam o delegado pela divulgação da nota oficial de esclarecimento na qual declara que o inquérito contra Zema concluiu pela falsidade da denúncia. Para os deputados, isso fere mandamentos processuais e a própria Lei Orgânica da Polícia Civil, já que a declaração é sobre procedimento que não foi conduzido por João Otacílio da Silva Neto e nem teve conclusão judicial. Os três autores dos requerimentos defenderam o aprofundamento das investigações.

Zema nega e afirma ser manobra política para desgastar sua imagem

Em nota, o candidato Romeu Zema (Novo) negou as acusações e manifestou que a situação se trata de manobra para espalhar notícias falsas e desgastar a sua imagem na reta final da campanha: “É absurdo o que estão tentando me acusar. Não fiz, nem jamais faria uma coisa tão repugnante [...] Nesse momento, demonstra que os políticos são capazes de tudo para não perder uma eleição”.

Zema afirma que foi testemunha em processo de família e o pai tentava tirar da mãe a guarda da filha. “A informação que tenho é que o pai inventou tantas mentiras que a Justiça o proibiu de permanecer sozinho com sua própria filha”, continua nota.

No texto, o candidato do Novo também disse ser homem de família e pai de dois filhos, declarando que não se pronunciará mais sobre as falsas acusações por se tratarem de uma baixaria.

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