POLÍTICA

Confirmada a oitava morte por dengue em Uberaba desde o início deste ano

PMU diz que trabalhos de limpeza e de combate ao Aedes continuam e que já foram retirados 350 caminhões de entulho

Gisele Barcelos
Publicado em 22/06/2016 às 08:22Atualizado em 16/12/2022 às 18:24
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Sérgio Teixeira

Prefeitura diz que trabalhos de limpeza e de combate ao Aedes continuam e que desde o início do ano foram retirados 350 caminhões de entulho

Estado confirma oitava morte por dengue em Uberaba. O caso é referente a um homem de 47 anos, portador de diabetes. O paciente estava internado em hospital particular e morreu no dia 10 de abril.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informa que permanece com as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Cerca de 200 agentes de endemias realizam as visitas domiciliares de segunda a sábado e as motofogs também percorrem os bairros de acordo com as notificações da doença.

Além disso, desde o início do ano os mutirões de limpeza percorreram 32 bairros e foram retirados 350 caminhões de lixo, entulhos e materiais inservíveis. As equipes também atuam na vistoria dos pontos estratégicos (ferros-velhos, cemitérios, entre outros), no recolhimento dos pneus inservíveis, no bloqueio com as bombas costais e ainda em ações educativas como palestras, teatros e pit stops.

Para intensificar ao combate ao Aedes aegypti, a Codiub também lançou aplicativo de celular para a população fazer denúncias de possíveis focos do mosquito. A ferramenta permite o envio de fotos e do endereço completo do local. A informação será enviada à central na Zoonoses, que deslocará um fiscal ao lugar denunciado. Posteriormente, a pessoa receberá um retorno com a análise do fiscal, sabendo se o local tinha realmente o foco do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com o diretor de Controle de Endemias e Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, Antônio Carlos Barbosa, a previsão é de atender às demandas em, no máximo, dois a quatro dias, dependo do fluxo de denúncias recebidas. “Nosso trabalho será o de atender a essas demandas dentro do tempo hábil de evolução do mosquito”, pondera.

O aplicativo está disponível inicialmente para ser baixado nos celulares com sistema operacional Android. Por enquanto, o funcionamento é em fase experimental, para que os técnicos possam avaliar o desenvolvimento e fazer ajustes. A intenção é que seja um momento de treinamento para que o serviço esteja em plena operação quando chegar o período endêmico.

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