POLÍTICA

Conselheiro classifica de omissos e subservientes os legisladores

A reunião para prestação de contas da Secretaria de Saúde se transformou em palco para cobrar a instalação de uma CEI

Publicado em 01/03/2012 às 01:30Atualizado em 17/12/2022 às 08:42
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A reunião para prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde, conduzida pelo líder governista na Câmara, Cléber Cabeludo (PMDB), acabou se transformando em palco para cobrar dos vereadores o engajamento para a instalação de uma Comissão Especial de Investigação sobre o segmento. O conselheiro municipal de Saúde, Silvano Bebiano, foi taxativo ao chamá-los de omissos e subservientes ao Executivo, ante os problemas que o setor enfrenta.

“Não dá para engolir que essa Casa de Leis, com conhecimento de seu verdadeiro papel, e os senhores não assinarem para viabilizar a CEI”, disparou, em alusão ao fato de que desde o ano passado o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) busca, sem sucesso, cinco assinaturas para implantá-la, sem a necessidade de passar pelo plenário. As observações provocaram a reação imediata de Cléber, que negou ser subserviente, alegou que exerce seu papel da melhor forma possível e ainda reclamou que Silvano estava ofendendo seus colegas, aos quais pediu respeito.

O conselheiro não se intimidou e – além de tê-lo questionado se assinou o pedido da CEI – ainda afirmou que tem acompanhado seus posicionamentos, que tachou de “não são tão respeitosos assim”. Como exemplo citou o episódio em que Cléber escreveu o próprio nome na cadeira patrimoniada da Casa, a qual ocupa no plenário. “Quando a gente fala a verdade, as pessoas se desculpam, dizendo que é desrespeito”, apontou. Pouco antes o vereador Jorge Ferreira (PMN) contou uma anedota em plenário, segundo a qual um garoto pergunta à mãe por que usa maquiagem, se não faz diferença nenhuma no resultado final, para questionar o secretário Valdemar Hial por que a Saúde nunca fica a contento.

De acordo com ele, as reclamações são gritantes, ao que o titular da Pasta assegurou que todo trabalho desenvolvido visa a melhorar a qualidade no atendimento. O mesmo Ferreira disse não ver anormalidade no fato de que os remédios distribuídos pelo Município vencem, contudo, o conselheiro de Saúde Jurandir Ferreira afirmou que esta é uma situação que merece um estudo aprofundado para evitar desperdícios.

Entre dezembro de 2011 e fevereiro deste ano, nada menos do que 235.859 unidades - entre cápsulas, ampolas e frascos de remédios diversos - venceram e serão posteriormente incineradas.

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