Cisvalegran (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Grande) não tinha vínculo com clínica de oftalmologia em Ribeirão Preto, alvo de investigação deflagrada ontem pelo Ministério Público e a Polícia Civil. O posicionamento é do presidente do órgão, Marcos Roberto Estevam, ressaltando que o contrato existente era com o Mário Palmério Hospital Universitário.
O dirigente do consórcio afirma que todos os pagamentos foram feitos diretamente ao hospital para atender à demanda apresentada pelos municípios. “Nunca pagamos essa clínica. Se o estabelecimento optou por terceirizar o serviço, é outra situação. Aí é uma questão entre o hospital e a clínica”, pondera.
Além disso, Estevam salienta que a demanda de atendimentos era informada pelas prefeituras ao Cisvalegran e a lista, repassada ao hospital, cabendo aos municípios encaminhar o paciente e fazer o controle de quem foi efetivamente atendido. Desta forma, o valor correspondente era transferido pela prefeitura ao consórcio para que o pagamento do serviço fosse feito à instituição contratada.
De acordo com o presidente do consórcio, das nove cidades pertencentes ao órgão, apenas Conceição das Alagoas utilizou os serviços de oftalmologia contratados pelo consórcio junto ao Hospital Mário Palmério. O município teria realizado um mutirão de cirurgias de catarata na época e optou por executar os atendimentos via Cisvalegran.
Apesar de não ser alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos ontem, o consórcio enviou anteriormente ao Ministério Público as listas de pacientes repassadas pelo município que utilizou o serviço.