Sozinhas, as empreiteiras financiaram mais de um terço da campanha, contribuindo com R$ 740 mil. As usinas Coruripe e Caeté também deram outra gorda contribuição.
Empresas do setor de construção civil aparecem como os principais doadores da campanha de reeleição do prefeito Anderson Adauto (PMDB). Sozinhas, as empreiteiras financiaram mais de um terço da campanha, contribuindo com R$ 740 mil. AA arrecadou R$ 2,5 milhões durante o período eleitoral.
Entre os colaboradores está o grupo Encalso, que lançou condomínio de luxo na cidade recentemente, e também as construtoras AMS, Nasman e Procalco, que participam do consórcio para construção do Memorial Chico Xavier.
As usinas Coruripe e Caeté também deram outra gorda contribuição a Anderson, investindo no total R$ 775 mil na campanha. Ouro Fino, DaGranja e Fosfertil também estão na lista de doadores.
Além das empresas, a prestação de contas do prefeito traz doações de aliados, como o presidente do PR, Antônio de Oliveira, o Toninho, que depositou R$ 1.300 para a campanha de reeleição. O PMDB também investiu no candidato. Foram R$ 210 mil do comitê financeiro municipal e R$ 370,15, estimado em material enviado pelo diretório nacional. Do próprio bolso, Anderson tirou apenas R$ 22.637,17.
O relatório de Fahim Sawan, no entanto, apresenta doações ainda mais significativas do partido, especialmente do diretório nacional. O candidato do governador Aécio Neves ganhou R$ 550 mil do PSDB nacional e outros R$ 50 mil da agremiação estadual. O comitê municipal também investiu R$ 23.150.
Sozinho, o tucano desembolsou R$ 746 mil para cobrir despesas da campanha. Colaboradores também ajudaram, sendo registrada inclusive doação no valor de R$ 65 mil do reitor Marcelo Palmério, que durante o processo eleitoral desconversava sobre apoio explícito a Fahim. O presidente do PSDB em Uberaba, Luiz Cláudio Campos, também contribuiu, assim como o líder do PP, Ricardo Saud, e o chefe do PV, Carlos Nogueira.
Apesar dos esforços, Fahim terminou no vermelho, com saldo devedor de R$ 172,5 mil. Os candidatos derrotados nas urnas têm até o dia 31 de dezembro para quitar as dívidas com os fornecedores.