Gastos do Codau com a energia elétrica subiram 35,5% e, no cálculo da tarifa, somente este item deve ter impacto de pelo menos 10%, fora a inflação do período
Foto/divulgação
Energia elétrica para o bombeamento da água pelas adutoras é o insumo mais oneroso do sistema de abastecimento da cidade
Tarifa de água terá reajuste acima da inflação para o próximo ano. A informação é do presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, justificando que o impacto se deve ao aumento de 35,56% na tarifa da Cemig, que entrou em vigor no fim de maio.
Segundo o presidente da autarquia, no momento não há como especificar o percentual exato do reajuste na tarifa de água. Ele salienta que outros fatores ainda precisam ser analisados para fechar o cálculo, e a projeção só será feita posteriormente, mas adianta: “Só o item energia elétrica corresponde a mais de 10%, fora a inflação do período”.
Guaritá pondera que a energia elétrica é uma das principais despesas da autarquia, por causa do transporte da água até a estação de tratamento e também o bombeamento para a distribuição na cidade. Além disso, ele ressalta que o aumento da tarifa da Cemig impactou de imediato a planilha de custos. “No último mês tivemos um aumento de R$800 mil nos gastos”, pondera.
O presidente do Codau ressalta também que não tem como reduzir o valor e adianta que a tendência é a despesa subir no período de estiagem. “Na seca, gastamos mais com energia elétrica porque precisamos transportar mais água devido ao consumo maior. A previsão é chegar a R$1 milhão por mês com despesas de eletricidade”, acrescenta. Apesar da situação, Guaritá descarta a hipótese de antecipar o reajuste das contas de água. Segundo ele, o Codau seguirá a programação normal e o acréscimo será feito apenas em dezembro.