POLÍTICA

Contra a volta das aulas presenciais, sindicalista se queixa da falta de diálogo

Gisele Barcelos
Publicado em 04/08/2021 às 06:54Atualizado em 18/12/2022 às 15:17
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Prefeitura dá início nesta quarta-feira à primeira etapa da retomada das aulas presenciais, mas sindicalistas se manifestaram contrários ao retorno dos alunos às escolas, no momento. O avanço da nova cepa indiana no Brasil é uma das preocupações apontadas por órgão que representa os professores.

Em entrevista à Rádio JM, o presidente do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), Bruno Ferreira, argumentou que não houve diálogo com a categoria sobre o retorno presencial. “Nós, do Sindemu, somos contra a retomada das aulas agora no formato híbrido. Não houve discussão com a categoria e a gente quer saber alguns detalhes”, alegou.

Conforme o sindicalista, há dúvidas se há equipamentos de proteção individual (EPIs) para todos os professores e, também, disponibilidade de computadores nas escolas para que os profissionais façam o atendimento remoto aos estudantes.

Além disso, o líder sindical cobrou um posicionamento em caso do adoecimento dos educadores e ressaltou que a saúde do trabalhador é responsabilidade do empregador. “Os gestores serão co-responsabilizados caso um professor fique doente?”, indagou.

Ferreira ainda questionou os riscos de transmissão do vírus devido à entrada da cepa indiana no Brasil. “A variante Delta está causando muito transtorno e contaminações. Isso não causa o mesmo temor à Secretaria de Educação”, finalizou.  Secretária diz que professores receberão equipamentos e escolas foram preparadas

Em resposta aos questionamentos, a Secretaria Municipal de Educação informou que insumos e equipamentos de proteção individual foram adquiridos para preparar as escolas para o retorno presencial. Conforme dados apresentados em coletiva de imprensa esta semana, 1.500 máscaras face shield foram compradas para ser fornecidas aos professores.

De acordo com a titular da pasta, Sidnéia Zafalon, a quantidade é suficiente para o fornecimento aos educadores que retornam agora ao trabalho presencialmente nas escolas e cada um receberá um equipamento para proteção.

Quanto à estrutura das escolas, a secretária afirma que agora é responsabilidade das unidades oferecerem as condições para o atendimento remoto. Ela, inclusive, argumenta que muitos professores reivindicaram a volta presencial por causa do desgaste dos aparelhos e dos custos com energia e internet para realizar as aulas em casa.

Quanto ao risco por causa da nova variante, a secretária assegura que providências serão adotadas se for registrada a transmissão do vírus dentro das escolas. “Neste primeiro momento, estamos retomando, independente de novas variantes. Caso aconteça alguma coisa, vamos tomar todas as medidas necessárias. Não descartamos a possibilidade de [suspender aulas]. Se a gente perceber aluno ou servidor com síndrome gripal, vamos afastar primeiro o envolvido, depois a turma e, se tiver necessidade, o turno e toda a instituição”, reforçou.

A primeira etapa da volta às aulas presenciais hoje envolve as turmas do Pré-II, do 5º ano do Ensino Fundamental e do EJA, totalizando 4.832 alunos. Os grupos estarão distribuídos em 38 escolas e 35 centros de Educação Infantil.

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