POLÍTICA

Contrariando especulações, Fahim continua na Saúde

Fahim Sawan – cotado como pré-candidato desde a entrada no PMDB ano passado – descartou a participação na disputa

Gisele Barcelos
Publicado em 04/04/2014 às 10:35Atualizado em 19/12/2022 às 08:19
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Às vésperas do prazo final para desincompatibilização previsto no calendário eleitoral, os pré-candidatos que ocupam cargo no primeiro escalão do governo Paulo Piau definiram ontem o futuro político. Wagner Nascimento Júnior (PR) confirmou o desligamento da Cohagra para candidatura a deputado estadual, mas Fahim Sawan (PSDB) anunciou a permanência à frente da Secretaria Municipal da Saúde.

Wagner se reuniu ontem com o prefeito para um balanço das ações em andamento na Cohagra e, no final da conversa, já anunciou o desligamento do cargo. A saída deverá ser formalizada no próximo Porta-Voz, que entra em circulação neste fim de semana.

Confirmando as especulações de bastidores, o republicano divulgou em nota oficial que a medida foi tomada para viabilizar candidatura à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nas eleições de outubro.

O texto também posiciona que ainda não há definição sobre quem será o novo presidente da Cohagra. Até escolher junto à base aliada quem ficará com o posto, o prefeito optará por uma solução caseira para ocupar o cargo temporariamente, mas o nome não foi divulgado até o momento.

Nos bastidores políticos há rumores de que a pasta deverá ser entregue ao irmão de Wagner, Werner Nascimento. A medida garantiria segurança para Wagner retornar à Cohagra, caso não tenha sucesso nas eleições. Entretanto, a PMU não se posicionou sobre o assunto.

Já Fahim Sawan – cotado como pré-candidato desde a entrada no PMDB ano passado – descartou a participação na disputa eleitoral este ano e continuará no comando da Secretaria Municipal de Saúde. “Temos um projeto de governo em andamento na saúde e não quero abandonar a viagem no meio do caminho”, disse, ontem, após comunicar a decisão a aliados.

Segundo Fahim, a prioridade no momento é a inauguração do Hospital Regional e a estruturação da rede municipal de saúde, com a construção e reforma de unidades básicas, a ampliação do Programa Saúde da Família e a implantação de um Centro de Diagnóstico por Imagem para agilizar o atendimento da fila eletrônica.

A decisão de Fahim abre espaço para uma eventual candidatura de Marilda Ribeiro Resende, que também se filiou ao PMDB no ano passado, dentro do prazo para disputar as eleições este ano e foi considerada um nome em potencial para concorrer à vaga na Câmara Federal.

Como subsecretária, Marilda tem ainda prazo até 5 de julho para se desincompatibilizar caso tenha interesse em se candidatar. Questionada, ela não confirma e nem nega a possibilidade. No entanto, Marilda pondera que uma candidatura a deputada estadual precisaria ser estruturada com antecedência para ter viabilidade e até o momento o assunto não foi discutido. “Da minha parte não houve movimentação nesse sentido. Não sei se o partido pensou num projeto como esse. Então, estou aguardando uma reunião com o prefeito e a Executiva do PMDB para verificar o que o grupo deseja”, finaliza.

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