Leilão está previsto para ocorrer no dia 18 de março e engloba a Ligação 798 com MG-190 entre Uberaba e Nova Ponte e MG-427 até a cidade de Planura

Chefe do Núcleo de Estruturação de Projetos da Coordenadoria Especial de Concessões e Parcerias, Fernanda Alen Gonçalves da Silva, na tela, e o deputado estadual coronel Sandro, que conduziu a audiência (Foto/Guilherme Dardanhan/ALMG) Contrato de concessão de rodovias no Triângulo Mineiro deve ser assinado até julho deste ano. O cronograma foi discutido ontem, em audiência pública promovida pela Comissão Extraordinária das Privatizações da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
No evento, a chefe de Estruturação de Projetos da Coordenadoria Especial de Concessões da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), Fernanda Alen Gonçalves da Silva, lembrou que os editais de licitação dos dois primeiros lotes de concessão já foram publicados, sendo um deles o pacote com as rodovias do Triângulo Mineiro.
No lote do Triângulo estão incluídos nove trechos rodoviários, que envolvem 11 municípios da região. A lista inclui 42,50 quilômetros da LMG-798 mais 71 quilômetros da MG-190, que liga Uberaba a Nova Ponte e Romaria, e também 104,6 quilômetros da MG-427, de Uberaba até o município de Planura.
De acordo com a chefe de Estrutura de Projetos, a expectativa é de que o leilão referente ao Triângulo seja realizado em 18 de março. Já o do Sul de Minas deve ocorrer em 12 de abril. Com isso, a assinatura dos dois contratos deve ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano.
Na audiência, os deputados questionaram sobre o número de praças de pedágio nos primeiros lotes de concessão. Fernanda Alen explicou que a definição seria feita com base em estudos de tráfego e topografia, com previsão de oito pedágios nos dois primeiros lotes.
O programa de concessões conta com outros cinco lotes de concessões: Varginha-Furnas; São João Del Rei; Itapecerica-Lagoa da Prata; Arcos-Patos de Minas, e Ouro Preto. Conforme informou a gestora, os outros editais devem ser publicados ainda no primeiro trimestre de 2022.
Os parlamentares também perguntaram sobre a previsão de investimentos em outras rodovias estaduais não inclusas no plano de concessões, especialmente estradas situadas em regiões consideradas menos desenvolvidas do Estado, de forma a corrigir distorções regionais.
A gestora respondeu que, com as concessões, os recursos públicos deixarão de ser direcionados para os lotes citados, que contam com maior tráfego no Estado. Desta forma, ela analisou que a verba poderá ser destinada para outras regiões. Além disso, novos lotes poderão ser pensados futuramente.