Embora o prazo para as convenções partidárias tenha terminado na quarta-feira (5), o cenário político em Minas Gerais ainda pode mudar até 15 de agosto, data-limite para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. Até lá, partidos podem alterar chapas majoritárias, definir alianças e concluir as candidaturas ao Senado.
Na Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), o PSB foi confirmado na chapa de Patrus Ananias (PT), indicando o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares para vice-governador. Cotado para o Senado, Jarbas acabou integrando a chapa majoritária.
Na base do governador Mateus Simões (PSD), a federação União Progressista (União Brasil e PP) oficializou apoio à reeleição e definiu o ex-deputado federal Danilo de Castro (União) como candidato a vice.
A composição também reorganizou a disputa ao Senado. O PSD lançará Carlos Viana; o Novo terá Marco Antônio Costa, conhecido como “Superman”, e o PP confirmou Marcelo Aro. Os partidos decidiram disputar o Senado de forma independente, sem coligação.
No Republicanos, segue indefinida a chapa majoritária. O presidente estadual da legenda, Euclydes Pettersen, recebeu autorização para definir os candidatos ao governo, vice e Senado, além de negociar eventual apoio a candidatos de outros partidos.
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou ao jornal O Tempo que Luís Eduardo Falcão deverá ser o candidato ao governo de Minas. Nos bastidores, porém, o senador Cleitinho Azevedo ainda tenta obter aval da direção nacional para entrar na disputa.
Com o fim das convenções, os partidos concentram esforços nos ajustes finais das chapas e novas mudanças ainda podem ocorrer até o encerramento do prazo para registro das candidaturas.