POLÍTICA

CRM apoia profissionais e busca diálogo com a direção das unidades

De acordo com a delegada da Regional de Uberaba, Fabiana Prado dos Santos Nogueira, foram feitas diversas reuniões com os profissionais de saúde

Letícia Morais
Publicado em 22/12/2016 às 11:08Atualizado em 16/12/2022 às 16:03
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Reprodução

Fabiana Prado dos Santos Nogueira, delegada da regional do Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais em Uberaba, mantém contato com as partes

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM) afirma que foi informado da paralisação dos profissionais na sexta-feira (16). De acordo com a delegada da Regional de Uberaba, Fabiana Prado dos Santos Nogueira, foram feitas diversas reuniões com os profissionais, sendo uma realizada ontem, no fim da manhã, na UPA São Benedito. “Nos reunimos com eles, com a direção técnica e administrativa, porque a função do Conselho é tentar apoiar e garantir que essas questões de insatisfação e problemas com o trabalho se resolvam, para que os pacientes não tenham problemas no atendimento que necessitem”, garante.

A delegada afirma não ter números concretos sobre a quantidade de médicos que aderiram à paralisação, mas pontua, dizendo que foi pessoalmente à UPA São Benedito e que todos os médicos da escala estavam presentes. “Os escalados para a ala vermelha, de emergência, estavam trabalhando normalmente. Já na ala verde e azul, o diretor técnico da UPA estava assumindo e avaliando os pacientes que procuraram o serviço para tentar fazer uma triagem bastante profissional, para ter certeza de que ninguém que corria risco de morte fosse liberado”, destaca.

Posicionamento. O presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Uberaba, Sandro Penna, esclarece que a Sociedade não representa todos os médicos da cidade e que não foi procurado para participar das reuniões dos profissionais em atuação nas UPAs. “Sei que eles não estão recebendo conforme foi prometido. Então, acho que é [um movimento] justo e uma atitude precisa ser tomada”, afirma, defendendo a legitimidade do protesto e de que os médicos recebam em dia, como combinado em contrato.

Delegada se preocupa com aumento da demanda característica de fim de ano. Fim de ano e chegada do período de festas preocupam o Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM) com a possibilidade de prolongamento da paralisação dos médicos das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) do Parque do Mirante e São Benedito neste fim de ano.

A delegada da Regional de Uberaba, Fabiana Prado dos Santos Nogueira, diz que, além do aumento da demanda por conta das festas, estamos na época em que há maior incidência de casos de dengue. “Há excessos, acidentes podem acontecer e, geralmente, existe um aumento na demanda de pronto-atendimento, mas a gente também se preocupa porque somos uma região que registra muitos casos de dengue e começamos o período chuvoso”, argumenta.

Fabiana Prado conclui dizendo que todas as queixas em relação à omissão de atendimento, cuja população se sente insatisfeita, são acolhidas pelo CRM, mas também que os médicos possam manifestar em decorrência de represálias e condições de trabalho. “Nosso objetivo é tentar garantir o bom exercício da medicina, tanto para os médicos quanto para a população que usufrui do atendimento”, completa. 

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