POLÍTICA

Declaração de Dutra sobre número de cadeiras gera reação de colegas

Renata Gomide
Publicado em 14/02/2012 às 10:20Atualizado em 17/12/2022 às 08:24
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A declaração do presidente da Câmara, Luiz Dutra (PDT), de que pode deixar de fora da votação o projeto que aumenta de 14 para 21 o número de cadeiras no Legislativo, caiu como uma verdadeira bomba no colo da maioria dos seus colegas. Segundo afirmaram ontem em plenário, o pedetista não tem poder para tanto, já que o texto inclusive passou em primeiro turno e a discussão tem que ser arrematada. “Quem decide é a Casa”, disparou Afrânio Cardoso de Lara Resende (PP).

A reação que se viu está diretamente ligada ao fato de que o presidente voltou a condicionar o aumento no número de cadeiras aos cortes no total de assessores parlamentares e/ou na verba de gabinete, já que, segundo ele, do contrário, a administração do Legislativo ficaria inviável. Conforme o líder governista Cléber Cabeludo (PMDB), ficou parecendo que os demais vereadores estão contra o reajuste porque não decidem onde e como fazer os enxugamentos. Para ele, também há um equívoco quando Dutra faz transparecer que a Câmara gasta só com a manutenção dos mandatos.

A inclusão na pauta do projeto em questão foi discutida semana passada em uma reunião administrativa, onde ficou acertado que será feito um amplo levantamento de todas as contas do Legislativo. Posteriormente, em entrevista ao Jornal da Manhã, Dutra sinalizou com a possibilidade de não trazer a matéria à votação se não houvesse consenso quanto aos cortes. Nos bastidores o que se comentava ontem era que a revelação do conteúdo da conversa foi o que provocou a reação de vários vereadores em plenário, puxados por Cléber Cabeludo.

O peemedebista chegou ao ponto de acusar a atual administração de não prestar contas de seus gastos, ao que o primeiro-secretário da Mesa Diretora, professor Godoy (PTB), reagiu, afirmando que todas estão disponíveis no portal do cidadão.

Para o vice-presidente Itamar Ribeiro (DEM), a forma como essa discussão está sendo conduzida gera polêmica, ao passo que o melhor seria não vincular um assunto ao outro. “Não sabemos quem estará aqui a partir de 2013. Quem entrar para administrar a Casa é que tem que definir como fazer”, ensina. Para ele, Dutra às vezes é “muito afoito”.

Já seu correligionário, Marcelo Borjão, disse que estava se sentindo traído “e acho que a maioria dos colegas também”. Toda a discussão aconteceu na ausência de Dutra, que cumpria agenda ontem em Belo Horizonte.

 

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