O advogado irá insistir na absolvição utilizando a tese de que a compra de apoio parlamentar não se confirmou no processo
Anderson vai acompanhar a atuação do advogado de defesa, de Uberaba Sustentação oral da defesa de Anderson Adauto, no julgamento da ação penal do mensalão, será realizada nesta segunda-feira (13), pelo advogado Roberto Pagliuso. AA é acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro quando exerceu o cargo de ministro dos Transportes, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado irá insistir na absolvição utilizando a tese de que a compra de apoio parlamentar não se confirmou no processo que está sendo julgado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, as acusações não têm amparo legal, devido à falta de provas envolvendo algum tipo de promessa ou oferecimento de vantagens. A defesa apenas vai confirmar que houve o recebimento da quantia de R$ 200 mil. O dinheiro teria sido liberado após AA ter procurado Delúbio Soares, então tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), para lhe explicar sobre suas dificuldades para quitar dívidas da campanha eleitoral, em que trabalhou politicamente em setenta municípios mineiros. Os pagamentos foram liberados em quatro parcelas (R$ 100 mil, R$ 50 mil, R$ 25 mil e R$ 25 mil) – sacados pelo então chefe de gabinete, José Luiz Alves. Ainda segundo Pagliuso, a peça utiliza poucos parágrafos para relacionar o seu cliente com toda a narrativa contida na denúncia. “Por esse motivo, a defesa não terá dificuldade em evidenciar o equívoco da acusação”, disse o advogado através da assessoria de imprensa de AA. Já a sustentação oral de José Luiz Alves, também réu pelo crime de lavagem de dinheiro, será feita na terça-feira, pelo mesmo profissional. Através da assessoria de imprensa, AA assegurou que irá acompanhar a atuação do advogado, porém, em Uberaba.