Para Jorge, os colegas fizeram a sindicância e não acharam nada. Ele, porém, reitera que não vai procurar saber o resultado do trabalho
Alvo de uma sindicância no âmbito da Comissão Permanente de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, cujo resultado até hoje não foi trazido a público, apesar de já concluído desde agosto, Jorge Ferreira (PMN) disse não se preocupar com isso. “Acho que a própria comissão está sem jeito. Criou-se uma tempestade no copo d’água”, tachou o vereador, que foi investigado após denúncia de que teria assediado sexualmente uma adolescente.
Ele entende que é sempre importante esclarecer os fatos, mas diz não ter a mínima preocupação se o relatório será ou não lido em plenário antes do fim da atual legislatura, que se encerra dia 31 de dezembro. “Não me preocupo, até porque desde o início sempre disse que não devia”, completou Jorge, lembrando que durante a sindicância o pai da menina voltou atrás na denúncia e ela própria disse que tudo não passou de confusão.
O caso também foi apurado pela Polícia Civil, sendo que à época, a delegada de Orientação e Proteção à Família, Ludmila Perfeito, descartou o crime, ponderando que pode ter havido perturbação do sossego. O mesmo foi colocado aos integrantes da Comissão de Ética, o presidente Marcelo Borjão (DEM), o relator José Severino (PT) e o vogal Almir Silva (PR).
Para Jorge, os colegas fizeram a sindicância e não acharam nada. Ele, porém, reitera que não vai procurar saber o resultado do trabalho, por entender que “a comissão tem responsabilidade”. O vereador também garante que não precisa provar nada a ninguém, a não ser a si mesmo, e às pessoas da família e aos amigos que lhe querem bem. “Tenho a consciência tranquila”, reforçou, descartando qualquer relação entre este caso e a derrota nas urnas para o segundo mandato.
Na sua avaliação, a campanha começou a entrar água quando o PTdoB deixou a coligação – por determinação judicial – onde também estavam o PMN e o PSC. “Perdemos votos. Tive até que tirar o pé do acelerador no meio caminho, infelizmente”, encerrou.