Ao avaliar a criação da Comissão Especial de Investigação da Saúde na Câmara de Uberaba, o deputado federal Marcos Montes (PSD) disse que é preciso se aprofundar em tudo que vem acontecendo no segmento ao longo dos anos. Para ele, que diz ver com alívio a decisão da Casa e dos vereadores que tiveram a coragem de fazer esse movimento e instalar a CEI, a área é o ponto nevrálgico de toda administração e em Uberaba, “está um caos”.
“Um caos muito mais pela gestão do prefeito [Anderson Adauto], do senhor secretário, o atual [Valdemar Hial] e os passados, porque ao longo dos anos os escândalos vão se acumulando”, aponta MM, que cita como exemplos os casos da Home Care (superfaturamento na distribuição de medicamentos), da fraude no processo seletivo da Pasta em 2006, e a recente queima de remédios. Ele rebate a declaração de AA de que é praxe fazer as incinerações, afirmando que na sua administração, de seu antecessor, Luiz Guaritá Neto (DEM), e em outras cidades, isso não existe.
“É praxe só na administração pública que ele dirige”, dispara o deputado, que tacha o ato de má-fé ou má gestão. Marcos Montes ainda acrescenta que agora vem essa questão do superfaturamento das notas no caso das ambulâncias. Nesse sentido, MM diz esperar que a Câmara aprofunde nas discussões e fiscalize a Saúde, já que uma das prerrogativas do Legislativo é justamente essa. Ele parabenizou o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) pela iniciativa de criar a CEI, e ao petista José Severino, que mesmo da base de sustentação da atual administração emprestou sua assinatura para que a comissão fosse viabilizada.