Para barrar tramitação da reforma da Previdência no Congresso, deputados federais protocolaram mandado de segurança
Para barrar tramitação da reforma da Previdência no Congresso, deputados federais protocolaram mandado de segurança no protocolado no STF (Supremo Tribunal Federal). Ao todo, 28 parlamentares aderiram à ação. Da região, apenas Adelmo Carneiro Leão (PT) está na lista de signatários.
Na ação, os parlamentares requerem a suspensão da tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016, que propõe alterações nas regras de aposentadoria para trabalhadores do setor público e privado. O texto classifica a reforma um “ato abusivo e ilegal”.
O grupo questiona que a reforma da Previdência desrespeita princípios da Constituição porque não houve estudo de sustentabilidade em longo prazo e nem de estudos estatísticos para a análise da expectativa de vida do brasileiro, arrecadação previdenciária atual e futura, projeções de taxas de desemprego e demais indicadores que afetam a receita e a despesa de benefícios previdenciários em médio e longo prazos.
Além disso, o mandado de segurança cobra a realização de um debate prévio da proposta de reforma e a aprovação colegiada, com participação dos trabalhadores junto ao Conselho Nacional da Previdência Social.
Encabeçando a coleta de assinaturas para a ação, o deputado Adelmo Carneiro argumenta que o conteúdo da reforma da Previdência é uma crueldade com o trabalhador. Ele posiciona que as mudanças não podem ser propostas sem o estudo aprofundado dos números e sem a consulta ao órgão responsável. “Não reconhecemos a legitimidade da proposta”, declara.