POLÍTICA

Descarte de contratos emergenciais visa a evitar exploração eleitoreira

Publicado em 11/02/2012 às 10:23Atualizado em 17/12/2022 às 08:17
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Prefeito Anderson Adauto revela ter descartado as contratações emergenciais para o carnaval para evitar questionamentos tendo em vista as eleições municipais de 2012. “Não quis que a questão tivesse uma conotação política e acabasse se transformando em polêmica em ano eleitoral”, afirma. Além disso, AA garante que a discussão não foi politizada ao evitar decretar a emergencialidade.

Ele assegura que a medida estaria dentro da legalidade, principalmente após o edital de licitação para o projeto de contratação do carnaval ter sido impugnado por uma das empresas interessadas na concorrência aberta pela Fundação Cultural. “Não haveria um nível de compreensão se fôssemos realizar as contratações emergenciais para o carnaval. É bem diferente de fazer este tipo de modalidade para comprar remédios. Houve esta questão, mas está superada, por termos decidido trazer a organização para o Gabinete. Se desse início à outra licitação, não haveria tempo hábil para realizar a festa”, garante.

AA explica que todo o problema foi solucionado em 48 horas com diversas reuniões e análises prévias feitas com a chefe-de-gabinete Angela Mairink, em conjunto com a comissão organizadora e com o presidente da FCU, Fábio Macciotti. “Vimos que daríamos conta de contornar a situação”, coloca.

Para garantir o evento uberabense, ele reafirma que foi utilizados contratos já existentes do governo municipal. “Nós aproveitamos as empresas que já prestam serviços em eventos da administração municipal”. Ele também revela que outros prestadores de serviços, com contratos na própria FCU, também foram reaproveitados para arrematar a organização do carnaval. Ainda de acordo com o prefeito, a FCU retoma as rédeas do carnaval de Uberaba. “Estamos devolvendo todo o andamento da organização à Fundação Cultural”, afirma.

Sobre os gastos estimados com a festa popular, o prefeito revela que os valores serão contabilizados somente na semana que vem, com o fechamento da planilha financeira. Segundo ele, os pagamentos serão feitos através do Gabinete, e outra parte, pela FCU. Entretanto, AA lembra que de qualquer forma o dinheiro sairá dos cofres públicos do município. “A viúva é a mesma”, resume.

Para o presidente da FCU, Fábio Macciotti, o empenho do prefeito e da chefe-de-gabinete contribuiu muito para a instituição superar o momento de dificuldade, em que a realização do carnaval foi colocada em xeque. Ele também garantiu que o trabalho que está sendo feito pelas escolas de samba, através da Liga, visa a levar o melhor carnaval para o CentroPark.

 

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