POLÍTICA

Detido em Vazante, vice-governador é levado para presídio de Uberlândia

Após prestar depoimento na sede da Polícia Federal, ele foi levado ao presídio Jacy de Assis, onde passou a noite em cela especial

Gisele Barcelos
Publicado em 10/11/2018 às 14:06Atualizado em 17/12/2022 às 15:22
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Foto/Reprodução TV Integração

Momento em que o vice-governador Antônio Andrade chegava ao presídio “Jacy de Assis”, na cidade de Uberlândia, na sexta-feira (9)

Preso na última sexta-feira (9) na operação Capitu, o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB), está detido no presídio “Jacy de Assis”, em Uberlândia. Ele foi encaminhado ao local depois de ser ouvido pela Polícia Federal na cidade. Em nota, a assessoria de imprensa do vice-governador informou que Andrade respondeu a todas as perguntas durante o depoimento e colaborou com o trabalho da Polícia Federal. 

O vice-governador passou a noite em cela especial do presídio no Triângulo Mineiro. Até o momento não há informação se ele permanecerá detido em Uberlândia ou será transferido para outra unidade prisional. O vice-governador foi preso em uma fazenda na cidade de Vazante, a 270 quilômetros de Uberlândia. Segundo informações da Polícia Federal, a equipe viajou na noite de quinta-feira (8) para realizar a prisão.

Andrade é um dos 18 alvos da operação Capitu, desdobramento da operação Lava-Jato. Ele é suspeito de ter recebido pelo menos R$15 milhões, pagos em propinas, em um suposto esquema de corrupção investigado pela Polícia Federal no Ministério da Agricultura, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Segundo as investigações da PF, enquanto era ministro da Agricultura, entre 2013 e 2014, Andrade teria recebido propina e repassado parte do dinheiro a candidaturas de deputados estaduais e federais de Minas Gerais, durante as eleições de 2014.

O principal objetivo do suposto esquema seria privilegiar no mercado internacional e nacional a empresa JBS, do empresário Joesley Batista, também preso na sexta-feira na operação Capitu. A PF ainda trabalha para identificar todos os parlamentares mineiros que teriam sido beneficiados no esquema de corrupção. 

A operação Capitu desencadeou prisões em outros locais. O ex-executivo da J&F Ricardo Saud foi preso juntamente com o empresário Joesley Batista, em São Paulo. Ao todo foram cumpridos 19 mandados de prisão temporária, aquela válida por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, caso necessário. Outros 63 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversos estados, inclusive em Uberaba, onde o apartamento do advogado Odo Adão Filho foi revistado e documentos apreendidos para a investigação.

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