Na prática, a nova modalidade estabelece a realização das reuniões entre os dias 7 e 24 de cada mês
A mudança na distribuição das plenárias da Câmara, aprovada pela Casa em abril (Projeto de Resolução 24/13), não está agradando a todos os vereadores. Marcelo Borjão (DEM) e João Gilberto Ripposati (PSDB) já manifestaram contrariedade com a nova modalidade, que na prática estabelece a realização das reuniões entre os dias 7 e 24 de cada mês.
As oito sessões, regimentalmente previstas, então distribuídas em três semanas, são realizadas, desde maio, em duas semanas. No entanto, o intervalo entre a última e a primeira reunião do mês subsequente vem sendo considerado longo (superior a 20 dias). “É ruim para o vereador e para a população”, avalia Borjão, que defendia a transferência das plenárias para o período da manhã.
A proposta de Borjão, no entanto, não prosperou, ante o entendimento da maioria de que a nova distribuição das sessões asseguraria o trabalho no Plenário, junto às bases e ao Executivo. O democrata estuda a possibilidade de apresentar uma contraproposta aos colegas, visando a realização das reuniões em quatro semanas. Segundo Borjão, a ideia propõe que elas aconteçam às segundas-feiras e terças-feiras, durante todo o mês, ficando os demais dias livres para as outras ações inerentes ao mandato.
Na opinião do presidente da Câmara, Elmar Goulart (PSL), ainda é muito cedo para um diagnóstico definitivo sobre a alteração na distribuição das sessões. Ele pondera que efetivamente a nova regra vigorou apenas um mês, e pede paciência aos colegas.
O Legislativo retomará as plenárias hoje, com a discussão e votação de projetos. O calendário prevê reuniões até o dia 27 de junho. (RG)