POLÍTICA

Dívidas da Prefeitura passam de R$ 200 milhões, revela transição

O prefeito eleito de Uberaba, Paulo Piau (PMDB), tomará posse dia 1º de janeiro de 2013 e encontrará a Prefeitura no vermelho. Débito de longo prazo é próximo de R$142 milhões

Renata Gomide
Publicado em 21/12/2012 às 14:53Atualizado em 19/12/2022 às 15:40
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O prefeito eleito de Uberaba, Paulo Piau (PMDB), tomará posse dia 1º de janeiro de 2013 e encontrará a Prefeitura no “vermelho”, já que a dívida de curto prazo (12 meses) apurada pela Comissão de Transição Governamental é da ordem de R$69,8 milhões. O débito de longo prazo é próximo de R$142 milhões. “Não tenho medo de dívida, que se paga, se prorroga”, disse o sucessor de Anderson Adauto (sem partido) na PMU, ponderando apenas que seu receio é quanto à economia brasileira, que já acendeu a luz amarela, “e Uberaba não é uma ilha.”

Segundo Piau, sua obrigação primeira será tirar o Município do “cheque especial” o que implicará em “economizar em tudo que puder”, já que serão priorizados os pagamentos da folha de pessoal e os fornecedores. Nessa engenharia que se delineia entram os companheiros de campanha. Conforme o prefeito eleito, apenas sua equipe de primeiro escalão será anunciada até o final deste ano.

Os cargos de segundo, terceiro e quarto escalões serão preenchidos à medida que as contas forem sendo colocadas em ordem, disse Piau, acrescentando que irá administrar a Prefeitura da melhor maneira possível e com transparência. “O relatório vem dar uma luz sobre o desafio que teremos pela frente. Ele vem dar um norte, um caminho”, destacou o prefeito eleito, que concedeu entrevista coletiva tendo ao lado a sua equipe na Comissão de Transição Governamental – a qual agradeceu publicamente pelos levantamentos –, além do vice-prefeito eleito, Almir Silva (PR).

De acordo com o coordenador de Piau na transição, empresário e executivo Alaôr Vilela, a dívida é administrável desde que se racionalize a máquina. Ele, porém, observa que não há confiabilidade absoluta nos dados contábeis que foram repassados pela atual administração, que contemplam as ações desenvolvidas até novembro.

Nesse sentido, o prefeito eleito ressaltou que somente uma auditoria é que poderá atestar com detalhes a real situação da Prefeitura, o que demandará cerca de quatro meses de trabalho, a partir de janeiro. Ele evitou fazer qualquer afirmação quanto à possibilidade de Anderson Adauto ter infringido a Lei de Responsabilidade Fiscal. Para Piau, a PMU tem muitas deficiências, que envolvem desde processos de gestão até equipamentos obsoletos, o que se reflete nos dados que lhe foram repassados.

“Eles nos preocupam porque foram compilados de maneira arcaica”, afirmou. O prefeito eleito, contudo, disse não se assustar com a situação e com o fato de que irá começar o governo “engessado”, tanto que garante a implantação das propostas de campanha à medida do possível, incluindo o compromisso com os servidores de por fim às súmulas vinculantes para o pagamento dos salários.

“Agora, em qual tempo, de acordo com as possibilidades”, completou Piau, que segundo Alaôr, vai receber a Prefeitura com recursos escassos e dívida, situação que deve perdurar pelos próximos dois anos. A expectativa é de fazer caixa nos primeiros meses do ano com o recolhimento das receitas próprias, tais como IPTU, ITBI entre outros.

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